Entrevista: Desenvolvimento pacífico, abertura e cooperação melhoram percepção global sobre a China, diz especialista sueco-Xinhua

Entrevista: Desenvolvimento pacífico, abertura e cooperação melhoram percepção global sobre a China, diz especialista sueco

2026-08-09 09:19:13丨portuguese.xinhuanet.com

Turistas estrangeiros aproveitam o Parque de Zonas Úmidas de Haihong em Kunming, na província de Yunnan, sudoeste da China, em 26 de julho de 2026. (Foto de Zheng Yi/Xinhua)

A percepção sobre a China vem melhorando na Suécia e em outras partes da Europa, à medida que medidas de facilitação de vistos permitiam que mais europeus conhecessem o país pessoalmente e compreendessem melhor seu desenvolvimento, patrimônio cultural e modernização.

Helsinque, 7 ago (Xinhua) -- O compromisso da China com o desenvolvimento pacífico, a abertura e a cooperação internacional prática contribuiu para melhorar a percepção sobre o país em todo o mundo, segundo Hussein Askary, vice-presidente do Instituto Cinturão e Rota na Suécia.

Um relatório divulgado pelo Pew Research Center em julho constatou que a imagem da China melhorou nos últimos anos, enquanto a opinião sobre os Estados Unidos piorou. A China era vista de forma mais favorável do que os Estados Unidos na maioria dos 36 países pesquisados.

Em uma entrevista recente à Xinhua, Askary atribuiu essa mudança, em parte, à abordagem mais racional e previsível da China em relação aos assuntos internacionais, assim como ao seu apoio à globalização e à cooperação para o desenvolvimento.

"A China tem construído pontes, enquanto os Estados Unidos têm construído muros", disse ele, contrastando o apoio da China à globalização e ao livre comércio com as políticas tarifárias protecionistas dos EUA.

Como exemplo, Askary citou a decisão da China de estender a isenção de tarifas a todos os 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com o país, a partir de 1º de maio, dizendo que a medida ajudaria a ampliar as oportunidades econômicas para as nações em desenvolvimento.

Ele também destacou a Iniciativa de Desenvolvimento Global, a Iniciativa de Segurança Global e a Iniciativa de Civilização Global, propostas pela China, dizendo que elas contribuíram para uma percepção mais positiva do país ao promover o desenvolvimento, defender o diálogo na resolução de disputas e incentivar o intercâmbio entre civilizações.

Com base em suas pesquisas de longa data sobre a Ásia Ocidental e a África, ele apontou a pobreza, a infraestrutura inadequada e a fraca conectividade regional como causas subjacentes de conflitos e instabilidade.

A cooperação da China com as duas regiões, incluindo projetos de infraestrutura, transferência de tecnologia, capacitação profissional e intercâmbios educacionais, demonstrou como o desenvolvimento pode ajudar a criar condições para uma paz duradoura, explicou ele.

No que diz respeito à segurança, Askary destacou a Declaração de Beijing, assinada por 14 facções palestinas em julho de 2024, descrevendo-a como um exemplo concreto dos esforços da China para promover a reconciliação palestina e resolver divergências por meio do diálogo.

Por sua vez, a Iniciativa de Civilização Global renovou a atenção para o diálogo entre civilizações em um momento em que guerras e a politização de diferenças étnicas e religiosas aprofundaram as divisões entre os povos, acrescentou ele.

Askary disse que a percepção sobre a China também está melhorando na Suécia e em outras partes da Europa, à medida que medidas de facilitação de vistos permitem que mais europeus conheçam o país pessoalmente e compreendam melhor seu desenvolvimento, patrimônio cultural e modernização.

"Esse tipo de experiência é contagiante", disse ele, acrescentando que uma maior exposição à China incentiva as pessoas a conhecerem melhor o país e a formarem suas próprias opiniões, em vez de dependerem de representações negativas da mídia moldadas por estereótipos ideológicos.

Askary instou instituições e cidadãos europeus a abordarem a China com maior abertura, reconhecendo-a como "diferente, mas igual", e a considerá-la uma parceira em potencial, em vez de uma concorrente ou rival.

Ele também defendeu uma cooperação mais ampla entre a China e a Europa nas áreas de educação, cultura, infraestrutura e desenvolvimento sustentável, argumentando que intercâmbios mais intensos aumentariam a compreensão mútua e criariam novas oportunidades para ambos os lados.

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