
Foto de arquivo sem data mostra a Zona de Cooperação Econômica e Comercial China-Egito TEDA Suez, no distrito de Ain Sokhna, província de Suez, Egito. (TEDA Investment Holding Co., Ltd./Divulgação via Xinhua)
Cairo, 8 ago (Xinhua) -- A China desempenha um papel fundamental no desenvolvimento do Egito por meio do alinhamento entre a Iniciativa Cinturão e Rota (ICR) e a Visão 2030 do Egito, apoiado por investimentos chineses e projetos de desenvolvimento crescentes, disse um especialista egípcio.
O estabelecimento da parceria estratégica abrangente entre o Egito e a China em 2014 foi um marco nas relações bilaterais, ampliando a cooperação para abranger dimensões econômicas, políticas e estratégicas, disse Tarek Nosseir, presidente do think tank Fórum Global para Estudos do Futuro, sediado no Cairo, à Xinhua em entrevista recente.
O fórum publica diversos estudos sobre a China, incluindo seu relatório anual "China em um Ano", que oferece análises detalhadas sobre assuntos chineses e as relações entre o Egito e a China.
"A parceria bilateral impulsionou o crescimento dos investimentos chineses no Egito", disse ele, atribuindo o progresso contínuo ao alinhamento entre a ICR e a Visão 2030 do Egito.
Ele acrescentou que a ICR, juntamente com outras iniciativas propostas pela China, promove o desenvolvimento, a segurança e a estabilidade, particularmente no Sul Global, ao melhorar a infraestrutura, aumentar a conectividade e ajudar a reduzir a disparidade de desenvolvimento.
Ele observou que as iniciativas propostas pela China se baseiam nos princípios do direito internacional e da não interferência em assuntos internos, oferecendo aos países em desenvolvimento um modelo de cooperação mutuamente benéfica, sem condições políticas rigorosas.
"As iniciativas também buscam capacitar os países em desenvolvimento e promover o multilateralismo, dando ao Sul Global uma voz mais forte e fomentando instituições de desenvolvimento que representem melhor seus interesses", disse ele.
O Egito colheu benefícios econômicos e de desenvolvimento substanciais com sua participação na ICR, observou o especialista, dizendo que a iniciativa contribuiu para o desenvolvimento econômico e a transição para energia limpa do país por meio de projetos de energia renovável em larga escala, melhorias na rede elétrica nacional e a expansão e modernização das redes de transporte.
A iniciativa também ajudou a impulsionar o comércio bilateral, facilitar a transferência de tecnologia nos setores de manufatura e telecomunicações do Egito e fortalecer os intercâmbios culturais e educacionais entre os dois países, acrescentou Nosseir.

Foto tirada em 1º de janeiro de 2026 mostra queima de fogos de artifício de Ano Novo no Distrito Central de Negócios (CBD, na sigla em inglês) da nova capital administrativa do Egito, a leste do Cairo. (Xinhua/Ahmed Gomaa)
Ao referir-se às contribuições chinesas para os principais projetos de desenvolvimento do Egito, incluindo o Distrito Central de Negócios na Nova Capital Administrativa, o sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VTL), a cooperação em tecnologia espacial e projetos de energia renovável, Nosseir ressaltou que a participação chinesa se tornou um pilar da estratégia de desenvolvimento sustentável do Egito, ajudando a localizar tecnologias avançadas, atrair investimentos, apoiar planos nacionais de desenvolvimento e criar milhares de empregos.
"Sem dúvidas o aumento dos investimentos chineses no Egito reflete interesses mútuos", acrescentou ele.
Ao falar sobre a Zona de Cooperação Econômica e Comercial China-Egito TEDA Suez, Nosseir disse que a zona TEDA reflete a confiança da China na localização estratégica e na infraestrutura do mercado egípcio.
Destacando os fundamentos da amizade entre o Egito e a China, Nosseir observou que os dois países desfrutam de uma crescente convergência estratégica e de uma estreita coordenação política e econômica, reforçando a visão chinesa de construir uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade e a visão egípcia de promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento inclusivo.
O especialista egípcio acrescentou que os dois países também compartilham posições semelhantes sobre questões de segurança regional e estratégias de desenvolvimento altamente compatíveis, o que leva a uma coordenação mais estreita em nível internacional.







