Rio de Janeiro, 10 ago (Xinhua) -- As exportações brasileiras para a União Europeia (UE) aumentaram quase 4% nos primeiros 60 dias desde a entrada em vigor do acordo comercial Mercosul-UE, destacou nesta segunda-feira o vice-presidente e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
Durante sua participação no 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, Alckmin observou que o aumento nas vendas para a UE confirma a importância do acordo para ampliar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados externos e diversificar os destinos das exportações.
O acordo Mercosul-UE iniciou sua implementação provisória em maio, após anos de negociações, e estabelece uma redução progressiva das tarifas para uma ampla gama de bens e serviços.
Alckmin também defendeu a necessidade de diversificar ainda mais o comércio brasileiro no atual contexto internacional, marcado pelo aumento das medidas protecionistas. O vice-presidente criticou o que chamou de "protecionismo disfarçado" sob o pretexto de medidas sanitárias e defendeu o progresso do Brasil no controle e vigilância agrícola sanitária animal.
Segundo Alckmin, o Brasil fortaleceu sua infraestrutura de saúde com a reintegração de quase mil trabalhadores e destacou que o país está livre da febre aftosa sem vacinação.
O vice-presidente também abordou as relações comerciais com os Estados Unidos e afirmou que o Brasil manterá as negociações em aberto para tentar reduzir as restrições impostas aos seus produtos.
"Não vamos abandonar a mesa de negociações", declarou Alckmin, que observou que as medidas dos Estados Unidos afetam atualmente cerca de 15% das exportações brasileiras.
O vice-presidente enfatizou que, diante das dificuldades comerciais com alguns mercados, a expansão dos laços com outros parceiros, incluindo a União Europeia, é uma estratégia importante para preservar o crescimento das exportações brasileiras.

