Beijing, 13 ago (Xinhua) -- O volume acumulado de transações do mercado nacional de comércio de direitos de emissão de carbono da China havia ultrapassado 930 milhões de toneladas até o final de julho de 2026, revelou nesta quinta-feira o ministro da Ecologia e do Meio Ambiente, Huang Runqiu.
O mercado, que iniciou as operações em 2021, ajudou os setores industriais a reduzir as emissões de carbono a custos mais baixos e contribuiu substancialmente para a transição verde e de baixo carbono, disse Huang em uma coletiva de imprensa.
A China divulgou recentemente o 15º Plano Quinquenal para a Construção de uma China Bonita, pedindo a expansão ordenada da cobertura do mercado nacional de comércio de direitos de emissão de carbono, o aumento do número de participantes no mercado e a redução das emissões de carbono por unidade de produto coberta pelo mercado em cerca de 3%.
O país tem feito progressos notáveis no combate às mudanças climáticas nos últimos anos, com suas estruturas energética, industrial e de transporte em constante aprimoramento.
Li Gao, vice-ministro de Ecologia e Meio Ambiente, afirmou que a China ampliará o mercado nacional de comércio de direitos de emissão de carbono para abranger mais setores de alta emissão, incluindo os segmentos petroquímico e químico, além da geração de energia, siderurgia, cimento e fundição de alumínio.
Essa expansão colocará cerca de 80% das emissões de dióxido de carbono do país sob controle efetivo, acrescentou Li.
A China também continuará a promover a transição verde e de baixo carbono em setores-chave, como energia, indústria, transporte e desenvolvimento urbano-rural. Além disso, o país reforçará o controle das emissões de gases de efeito estufa que não sejam dióxido de carbono, como o metano, disse Li.

