Crescendo junto com uma empresa chinesa -- Hisense SA ajuda a desenvolver habilidades da mão de obra local-Xinhua

Crescendo junto com uma empresa chinesa -- Hisense SA ajuda a desenvolver habilidades da mão de obra local

2026-08-18 13:20:45丨portuguese.xinhuanet.com

Um engenheiro chinês (direita) orienta um funcionário local na linha de produção da fábrica de televisores no Parque Industrial da Hisense na África do Sul, na Cidade do Cabo, África do Sul, em 11 de agosto de 2026. (Xinhua/Wang Lei)

Mais de uma década após ingressar na Hisense como um trabalhador comum, Hugh Stephens é agora técnico de reparo de placas-mãe na fábrica de televisores do Parque Industrial da Hisense na África do Sul. Sua história começa com um emprego, mas é também uma história de crescimento, tanto pessoal quanto da empresa chinesa que cresce juntamente com sua mão de obra local.

Por Wang Lei, Wang Xiaomei e Deng Bingxue

Cidade do Cabo, 16 ago (Xinhua) – "Desde que entrei para a Hisense, minha vida mudou. Nós crescemos, eu cresci com a Hisense".

Para Hugh Stephens, essas palavras resumem mais do que uma carreira de mais de uma década no Parque Industrial da Hisense na África do Sul (Hisense SA). Elas contam a história de como uma nova oportunidade de emprego em Atlantis se transformou em uma jornada de desenvolvimento pessoal e profissional.

Em 2013, a fábrica onde Stephens trabalhava saiu da cidade, deixando-o diante de um futuro incerto. Na mesma época, a gigante chinesa de eletrodomésticos Hisense estabeleceu seu parque industrial em Atlantis, uma cidade a cerca de 50 quilômetros ao norte da Cidade do Cabo.

"Decidi que precisava ir conferir a Hisense", disse Stephens à Xinhua.

Ele decidiu ficar.

Mais de uma década depois, o morador local que ingressou na Hisense como um "trabalhador comum" se tornou técnico de reparo de placas-mãe na fábrica de televisores do parque, assumindo novas responsabilidades e desenvolvendo habilidades ao longo do caminho.

Sua história começa com um emprego. Mas é também uma história de crescimento, tanto pessoal quanto da empresa chinesa que cresce juntamente com sua mão de obra local.

"Quando cheguei aqui, comecei no início da linha de produção", relembrou Stephens. "Aprendi com os engenheiros da Hisense, com os engenheiros chineses. Eles nos ensinaram tudo o que sei hoje".

"Agora trabalho como técnico de reparo de placas-mãe e isso é ótimo para mim, pois cresci junto com a empresa", disse ele.

A mudança que ele descreveu não se limita à sua carreira. Stephens disse que também viu melhorias em sua vida fora do trabalho, desde a ampliação de sua casa até melhores condições de vida e um estilo de vida mais elevado.

Assim como Stephens, Marlon Jacobs ingressou no Parque Industrial da Hisense na África do Sul quando este foi inaugurado, em 2013, começando em uma função operacional, sem experiência em refrigeração. Hoje, ele atua como técnico de montagem e qualidade na fábrica de refrigeradores do parque.

"Tudo na minha vida melhorou desde 2013, e sou um exemplo disso", disse Jacobs à Xinhua.

"Treze anos atrás, eu estava desempregado. Não tinha emprego e, sem trabalho, você não consegue sustentar sua família como gostaria", disse ele. "Hoje estou aqui, uma pessoa melhor, capaz de prover e sustentar minha família, isso significa muito. Sou muito grato pelo que a Hisense fez por mim e por toda a comunidade de Atlantis".

Um funcionário local trabalha na linha de produção da fábrica de refrigeradores no Parque Industrial da Hisense na África do Sul, na Cidade do Cabo, em 11 de agosto de 2026. (Xinhua/Wang Lei)

Assim como muitos de seus colegas, Jacobs também comprou um carro à medida que sua renda aumentou e agora dirige para o trabalho todos os dias. O número crescente de carros dos funcionários chegou a lotar o estacionamento do parque, obrigando alguns trabalhadores a estacionar em uma área aberta do lado de fora.

Sua carreira também foi uma jornada de aprendizado. Começando na soldagem, Jacobs passou a aprender reparos de máquinas e produtos, tornando-se o primeiro técnico de reparos de solda da fábrica antes de assumir a função de líder de equipe, gerenciando dois grupos de mais de 100 pessoas, e finalmente, se tornar um técnico.

"Sou técnico de refrigeração graças às habilidades que adquiri com os chineses", disse ele, referindo-se ao conhecimento adquirido ao trabalhar com seus colegas chineses.

Para Jacobs, os benefícios vão além de sua própria carreira. "Não se trata apenas de trabalho; há também a transferência de habilidades para a população local", disse ele, destacando as oportunidades de treinamento e desenvolvimento de competências oferecidas aos trabalhadores da Hisense.

Essa transferência de habilidades se reflete no treinamento realizado na linha de produção, segundo Mou Xing, engenheiro de processos chinês da fábrica de televisores. Os novos funcionários locais recebem treinamento sobre o processo produtivo, instruções práticas para suas respectivas funções, treinamento de segurança e realizam observações no local antes de iniciarem o trabalho. Eles também recebem orientação e acompanhamento contínuos durante a produção.

À medida que os funcionários locais ganham experiência, alguns começam a assumir maiores responsabilidades. "Após treinamento sistemático, os funcionários locais sul-africanos conseguem realizar de forma independente as principais atividades de seus departamentos, assim como lidar com problemas e fornecer feedback sobre eles", disse Mou. "Por exemplo, Minnies pode assumir as responsabilidades de todo o departamento quando estou de licença".

O funcionário local mencionado por Mou é Ayrton Minnies, líder de equipe de técnicos de processo na Fábrica de TVs. A Hisense foi seu primeiro emprego, e ele o escolheu devido ao seu interesse por eletrônica.

"Ao trabalhar aqui por todos esses anos, fiz muitos progressos na vida", disse Minnies. "Adquiri muitas habilidades trabalhando na Hisense".

Ele resumiu esse aprendizado de forma simples: "Basicamente, aprendi a fazer uma TV, não exatamente a minha, mas a entender como ela é por dentro e tudo mais".

Além de seu próprio crescimento, Minnies disse que a Hisense também teve um impacto positivo em Atlantis ao oferecer empregos para os moradores locais.

Hoje, as duas fábricas no Parque Industrial da Hisense SA empregam cerca de 760 pessoas da região. "Na fábrica de geladeiras, temos aproximadamente 550 funcionários locais", disse à Xinhua, Lorenzo McKinna, supervisor de produção da fábrica.

Funcionários locais trabalham na linha de produção da fábrica de TVs no Parque Industrial da Hisense na África do Sul, na Cidade do Cabo, em 11 de agosto de 2026. (Xinhua/Wang Lei)

"Muitos dos funcionários que trabalham aqui são da comunidade local", disse ele, acrescentando que a empresa ofereceu treinamento no próprio local de trabalho, para que os funcionários não precisassem sair da fábrica para adquirir essas habilidades.

Segundo McKinna, além de gerar empregos, o parque industrial também ajudou a impulsionar o desenvolvimento da cadeia industrial local. "Temos vários fornecedores locais que se beneficiaram da presença da fábrica da Hisense aqui".

As experiências de Minnies e McKinna são corroboradas pelo impacto mais amplo do Parque Industrial da Hisense SA, disse Jiang Shun, vice-gerente-geral da Hisense SA e gerente-geral do parque industrial.

De acordo com Jiang, o parque gerou cerca de 1.000 empregos diretos e mais de 5.000 indiretos na região, sendo que cerca de 70% dos cargos de gestão são ocupados por funcionários locais.

O parque também tem impulsionado a geração de empregos na cadeia de suprimentos local, contando com fábricas de espuma e de embalagens de papelão da região entre seus fornecedores. Até o momento, mais de uma dúzia de empresas locais foram integradas à sua cadeia industrial de apoio, disse Jiang, acrescentando que o parque também as auxiliou na adoção de novas tecnologias, processos e equipamentos.

Em sua visão, a experiência da Hisense SA refuta diretamente a recente narrativa de "sufocamento pela China" propagada por alguns think tanks e veículos de mídia ocidentais, segundo a qual a capacidade manufatureira da China não apenas desafia as indústrias ocidentais, mas também sufoca oportunidades de industrialização em países do Sul Global.

Para a África, observou Jiang, a chegada de empresas chinesas traz não apenas oportunidades de emprego, mas também tecnologias de manufatura avançadas e conhecimento que podem ajudar a elevar o nível da produção local.

"Somente elevando o nível da manufatura local é possível impulsionar toda a economia africana", disse Jiang. "Não acho que seja um sufocamento. A China definitivamente desempenha um papel de liderança".

A opinião de Jiang foi compartilhada por Hugh. "Eles não estão sufocando ninguém, estão apenas tentando criar empregos", disse ele.

Hugh espera que a Hisense SA continue se expandindo. "Quero que eles cresçam, sabe, para criar mais oportunidades de emprego, porque as pessoas podem aprender mais com outras pessoas, com os chineses, por exemplo", disse ele.

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