Shenzhen, 17 ago (Xinhua) -- A fabricante chinesa de drones DJI saudou na segunda-feira uma decisão do tribunal de apelação dos EUA para reconsiderar seus supostos vínculos com as forças armadas chinesas, dizendo que espera "esclarecer os fatos à medida que o caso avança."
O Departamento de Defesa dos EUA colocou a DJI pela primeira vez na lista negra de supostas empresas militares chinesas em outubro de 2022.
A DJI entrou com uma ação judicial para contestar o Departamento de Defesa em outubro de 2024. Em 2025, um tribunal inferior nos Estados Unidos emitiu uma decisão a favor do Departamento de Defesa, levando a DJI a recorrer.
A ordem, emitida na última sexta-feira pelo Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito do Distrito de Columbia, decidiu que o tribunal inferior errou ao se basear apenas no registro não classificado para concluir que a DJI contribui para a base industrial de defesa chinesa. O caso foi remetido ao tribunal inferior para novos procedimentos.
A DJI disse em um comunicatório que a conclusão do tribunal "é um passo significativo para corrigir uma designação injustificada", reiterando que é uma empresa não militar e que condenou firmemente o uso de seus produtos em combate, tomando medidas ativas para preveni-lo.
O Departamento de Defesa listou a DJI sem provas suficientes e sem o devido processo e causou perdas significativas de reputação e comerciais à empresa, segundo a empresa.
A DJI é uma das principais fabricantes de drones do mundo, com seus produtos ocupando mais da metade do mercado comercial de drones dos Estados Unidos, segundo estatísticas. Segundo a empresa, contribuiu com US$ 515 milhões para o setor agrícola dos EUA apenas em 2023.

