Discurso da primeira-ministra japonesa obscurece responsabilidade do Japão por seus atos de agressão, diz porta-voz chinês-Xinhua

Discurso da primeira-ministra japonesa obscurece responsabilidade do Japão por seus atos de agressão, diz porta-voz chinês

2026-08-18 09:21:30丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 17 ago (Xinhua) -- Em seu discurso, a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi evitou refletir sobre as lições históricas e obscureceu a responsabilidade do Japão por seus atos de agressão, causando um grande retrocesso em questões históricas, disse nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.

Isso mais uma vez expôs a tentativa sinistra do governo de Takaichi de encobrir, distorcer e reverter o veredicto sobre a história de agressão do Japão, disse Lin em uma coletiva de imprensa de rotina, quando solicitado a comentar o discurso de Takaichi na Cerimônia Nacional em Memória aos Mortos na Guerra, em 15 de agosto.

No dia que marca a rendição incondicional do Japão na Segunda Guerra Mundial, Takaichi fez uma oferta monetária ao Santuário de Yasukuni, ligado à guerra, e alguns membros do gabinete e figuras políticas, como o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, também visitaram o santuário, disse Lin.

Isso deixou os vizinhos asiáticos e a comunidade internacional ainda mais alarmados com a direção nacional do Japão. As pessoas perspicazes no Japão apontaram que um país sem senso de remorso dificilmente consegue conquistar confiança e que o que o ministro da Defesa fez equivale a apoiar a guerra de agressão, disse Lin.

Observando que este ano marca o 81º aniversário da vitória da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e da Guerra Antifascista Mundial, bem como o 80º aniversário do início do Julgamento de Tóquio, Lin disse que somente enfrentando a história e aprendendo com ela é possível evitar repetir os erros do passado e se desviar do caminho certo.

"Mais uma vez, exortamos aqueles que dirigem o governo japonês a ouvirem a voz de seu povo e da comunidade internacional, a refletirem profundamente sobre seus crimes de guerra, a romperem definitivamente com o militarismo e a deixarem de seguir por esse caminho errado", enfatizou Lin.

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