Entrevista: Rei da Jordânia busca promover parceria estratégica entre Jordânia e China-Xinhua

Entrevista: Rei da Jordânia busca promover parceria estratégica entre Jordânia e China

2026-08-19 11:07:16丨portuguese.xinhuanet.com

O Rei Abdullah II da Jordânia fala durante uma entrevista à Xinhua em Amã, Jordânia, em 5 de agosto de 2026. (Corte Real Hachemita/Divulgação via Xinhua)

Amã, 17 ago (Xinhua) -- A Jordânia espera expandir a cooperação com a China para áreas como energia verde, inovação científica, turismo e aviação civil, disse o Rei Abdullah II da Jordânia.

A China é uma grande força econômica e política global e se tornou um modelo mundial de desenvolvimento e progresso econômico. A Jordânia espera fortalecer ainda mais a parceria estratégica entre os dois países, disse o rei em uma entrevista exclusiva antes de sua visita à China, com início na terça-feira.

"A relação profundamente enraizada entre o Reino Hachemita da Jordânia e a República Popular da China serve como uma base sólida para promover nossas prioridades compartilhadas e incentivar a inovação e uma maior prosperidade para nossos povos", disse ele.

O Rei Abdullah II disse esperar que a próxima visita eleve a parceria entre as duas nações a um patamar superior.

Desde o estabelecimento da parceria estratégica Jordânia-China em 2015, "nossas relações bilaterais alcançaram progressos substanciais", disse o rei. "A cooperação se expandiu para além dos laços diplomáticos tradicionais, abrangendo comércio e investimentos, infraestrutura, educação, saúde e intercâmbios culturais".

Ele destacou que a China também tem sido uma parceira fundamental na capacitação do setor público da Jordânia. Entre 2015 e 2025, milhares de jordanianos dos setores público e privado se beneficiaram de programas de treinamento oferecidos pelo governo chinês.

"Além disso, os investimentos chineses no setor de energia da Jordânia contribuíram significativamente para nossa estratégia de autossuficiência e diversificação", disse o rei.

O lado jordaniano busca expandir a cooperação para áreas como energia verde, inovação científica, turismo e aviação civil, acrescentou ele.

Observando que a Jordânia está bem posicionada para servir como um polo regional de manufatura e exportação, o Rei Abdullah II disse que a localização estratégica, os recursos e a força de trabalho jovem e qualificada do país, aliados à força econômica, à expertise tecnológica e ao alcance global da China, criam oportunidades excepcionais para ampliar a cooperação.

"Também vemos um forte potencial para uma cooperação mais profunda com a China ao posicionar a Jordânia como um destino preferencial para a indústria cinematográfica chinesa, aproveitando nossa capacidade de produção de alto nível e nossas locações únicas", disse ele.

Quanto à situação na região, o Rei Abdullah II ressaltou que a questão palestina continua sendo o assunto central. Ele alertou que, se não for abordada, a região continuará vulnerável a ciclos recorrentes de violência que podem se tornar mais graves e abrangentes, com repercussões que ultrapassam em muito as suas fronteiras.

Ele disse que a Jordânia tem se concentrado em promover a calma na região e continuará trabalhando nesse sentido, buscando coordenar esforços com a China, um ator global e parceiro fundamental, para fazer uso de sua influência e de sua voz no cenário internacional em prol da concretização da solução de dois Estados.

"Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, a China desempenha um papel importante na proteção da paz e da segurança internacionais", disse ele.

Ele também destacou que os países do Sul Global desempenham um papel cada vez mais importante nos assuntos internacionais, tornando-se centrais para a economia e a segurança globais, assim como para o avanço do desenvolvimento sustentável. Isso reforça ainda mais a importância de preservar a ordem internacional baseada no direito internacional.

Sobre a relação entre a China e os países árabes, o Rei Abdullah II disse que o 70º aniversário das relações diplomáticas entre ambos atesta uma parceria que resistiu a crises regionais e a transformações ao longo do tempo. Sua durabilidade deriva de um engajamento prático contínuo e do compromisso de buscar pontos em comum e interesses mútuos.

"Há também um grande potencial inexplorado que podemos aproveitar melhor", disse ele. "Os países árabes têm muito a ganhar com a experiência da China".

Fale conosco. Envie dúvidas, críticas ou sugestões para a nossa equipe através dos contatos abaixo:

Telefone: 0086-10-8805-0795

Email: portuguese@xinhuanet.com