Beijing, 19 ago (Xinhua) -- A China concorda com o que o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse sobre o Japão, manifestou nesta quarta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.
Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Lavrov, disse à imprensa que o Japão foi inicialmente designado como "Estado inimigo" na Carta das Nações Unidas. O Japão aderiu à ONU após ter se redimido de suas políticas militaristas e crimes que cometeu. Ao aderir à ONU, o Japão reconheceu integralmente os princípios consagrados na Carta.
As "Cláusulas sobre Estados Inimigos" são uma disposição importante da Carta das Nações Unidas, disse Lin quando solicitado a comentar as observações de Lavrov.
Como este ano marca o 80º aniversário do início do Julgamento de Tóquio, reafirmar essas cláusulas e ressaltar sua força obrigatória reveste-se de particular importância para defender os resultados da vitória da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e da Guerra Antifascista Mundial, bem como para impedir o ressurgimento do militarismo, observou Lin.
É preciso lembrar ao Japão que os instrumentos com efeito jurídico no âmbito do direito internacional, incluindo a Declaração do Cairo, a Proclamação de Potsdam e o Instrumento de Rendição do Japão, estipulam as obrigações internacionais do Japão como país derrotado e servem como pilares da ordem internacional do pós-guerra, disse Lin.
Ele disse que o cumprimento dessas obrigações é o pré-requisito político e jurídico para que o Japão seja readmitido na comunidade internacional. Hoje, no entanto, o governo de Takaichi continua evitando a questão dos crimes históricos, sem demonstrar qualquer sinal de remorso, e chega até mesmo a fazer de tudo para encobri-los e glorificá-los, como parte de seu plano para abandonar o pacifismo, livrar-se das restrições impostas pela Constituição e pelas leis nacionais e internacionais, e intensificar a remilitarização.
"Trata-se de um desafio flagrante à ordem internacional do pós-guerra e de uma provocação flagrante à paz e à justiça. Todas as nações amantes da paz precisam, em conjunto, rejeitar e conter a busca perigosa das forças de direita japonesas, a fim de salvaguardar os resultados da vitória na Segunda Guerra Mundial e a ordem internacional do pós-guerra, e garantir que as tragédias da história nunca se repitam", acrescentou o porta-voz.

