Bissau, 21 ago (Xinhua) -- O governo de transição da Guiné-Bissau definiu a exploração de petróleo como prioridade estratégica, em busca da diversificação da economia e da aceleração do desenvolvimento, disse nesta quinta-feira o ministro dos Recursos Naturais, Júlio Mamadu Baldé.
Em declarações publicadas na página oficial do ministério no Facebook, Baldé disse que a economia do país, dependente fortemente na agricultura, com destaque para a produção de caju, e também da pesca, não é, por si só, suficiente para gerar o ritmo de crescimento de que a Guiné-Bissau necessita.
"A história demonstrou que contar apenas com a pesca e a agricultura não pode impulsionar um desenvolvimento rápido", afirmou, acrescentando que o governo selecionou a Tender Oil & Gas para realizar atividades de prospeção, com trabalhos que deverão abranger desde a aquisição de dados sísmicos até à perfuração.
O ministro observou que a exploração de petróleo exige investimentos significativos e possui riscos substanciais, ressaltando que o governo espera que tais investimentos, em última instância, tragam resultados concretos.
Baldé apontou que a Guiné-Bissau faz parte da bacia MSGBC, que se estende ao longo da costa atlântica da Mauritânia, do Senegal, da Gâmbia, da Guiné-Bissau e da Guiné-Conacri, onde já foram feitas importantes descobertas de hidrocarbonetos, sobretudo na Mauritânia e no Senegal.
Ele também destacou o que descreveu como semelhanças geológicas entre a Guiné-Bissau e a Guiana, afirmando que a comparação dá ao governo confiança no potencial de hidrocarbonetos do país. A Guiana descobriu mais de 11 bilhões de barris de recursos equivalentes a petróleo em águas offshore.
A Guiné-Bissau e o vizinho Senegal também administram conjuntamente os recursos petrolíferos e pesqueiros em uma zona marítima comum por meio da Agência de Gestão e Cooperação, criada por um acordo bilateral assinado em 1993.

