Shenzhen, 24 ago (Xinhua) -- Jovens especialistas e acadêmicos da região Ásia-Pacífico se reuniram em Shenzhen, polo tecnológico de liderança mundial na Província de Guangdong, no sul da China, para explorar como a transição para a energia verde pode moldar o futuro da região e seu papel nesse esforço.
Com o tema "Encontro de Jovens da Ásia-Pacífico: Construindo um Futuro Compartilhado por Meio da Energia", o evento realizado na sexta-feira reuniu mais de 60 especialistas, acadêmicos e jornalistas de 13 países e regiões para diálogos e discussões em grupo.
"Construir um sistema energético limpo, seguro e eficiente constitui o alicerce fundamental para a prosperidade comum da Ásia-Pacífico", disse Yu Guanyi, chefe do escritório de think tank do Centro de Energia Sustentável da APEC, na cerimônia de abertura do evento.
Observando a importância das vozes dos jovens na transição verde, Leo Barry, estudante australiano de mestrado na Academia Yenching da Universidade de Pequim, disse que incentivar mais jovens a participar dessas discussões profissionais é crucial para inspirá-los a fazer contribuições reais para concretizar um futuro mais limpo, verde e próspero.
Os jovens representantes também visitaram a primeira subestação interativa de carbono zero da China, a Subestação Chunhui de 110 kV, no centro de Shenzhen, para conhecer como a energia verde pode fornecer eletricidade confiável para impulsionar as movimentadas atividades industriais e comerciais da metrópole.
Com Shenzhen prestes a sediar a 33ª Reunião de Líderes Econômicos da APEC em novembro, os delegados deram atenção especial à cooperação em energia verde entre os países da região.
A rede elétrica na Ásia-Pacífico ainda enfrenta desafios comuns, como acessibilidade e descompassos entre recursos e demanda, que tornam a cooperação energética dentro da região ainda mais importante, disse Chhoeun Raksmey, do Ministério da Indústria, Ciência, Tecnologia e Inovação do Camboja.
Em resposta, Yang Bo, especialista comercial de projetos da China Southern Power Grid Co., Ltd., compartilhou suas perspectivas. Ele participou da primeira interconexão transfronteiriça de corrente alternada de 500 kV da China no Laos, que entrou em operação em abril.
No início deste mês, a energia hidrelétrica do norte do Laos chegou pela primeira vez à Grande Área da Baía Guangdong-Hong Kong-Macau por meio da interconexão, e espera-se que alcance um volume total de transmissão de aproximadamente 600 milhões de kWh até o fim de outubro.
"Este programa de cooperação bilateral em eletricidade permite que o Laos transforme suas dotações de recursos em ganhos econômicos tangíveis para as comunidades locais, fortalecendo seu papel como polo regional de energia limpa", disse Yang à Xinhua.
A chegada da energia verde do Laos a Shenzhen ocorre enquanto a China aprofunda sua cooperação na transição verde com parceiros regionais. No âmbito de estruturas que incluem a Iniciativa Cinturão e Rota e o mecanismo de Cooperação Lancang-Mekong, a China tem participado ativamente da construção transfronteiriça de projetos de energia limpa nas áreas de energia eólica, solar, hidrelétrica e armazenamento de energia, impulsionando o desenvolvimento verde da região.
Essa cooperação também introduz tecnologia fotovoltaica de ponta, equipamentos de rede elétrica, sistemas inteligentes de despacho e soluções de gestão de energia, ajudando a promover a confiabilidade do fornecimento de eletricidade e a eficiência energética, disse Chisa Jermwarayukorn, secretária-geral do Asia-Pacific Think Tank.
Ela acrescentou que essa abordagem permitirá que os países da região permaneçam mais estreitamente conectados e se tornem parceiros de longo prazo.
"Como vizinhos com diferentes recursos, é hora de compartilharmos nossas vantagens, reforçarmos a cooperação bilateral e multilateral e levarmos mais projetos tangíveis à região Ásia-Pacífico, a fim de alcançarmos juntos um futuro verde e sustentável", enfatizou Chhoeun Raksmey.

