Enfoque: Professor aposentado norte-americano visita a China para renovar amizade nascida em sala de aula e no combate à desertificação-Xinhua

Enfoque: Professor aposentado norte-americano visita a China para renovar amizade nascida em sala de aula e no combate à desertificação

2026-08-24 12:38:30丨portuguese.xinhuanet.com

(Xinhua/Lian Zhen)

Beijing, 24 ago (Xinhua) -- O professor aposentado dos EUA Ronald Sakolsky, que uma vez apoiou os esforços da China no combate à desertificação, chegou a Beijing neste domingo para uma visita destinada a renovar uma amizade com o povo chinês que havia se enraizado há mais de duas décadas.

O professor de 69 anos passará parte de sua estadia plantando árvores ao lado de sua amiga Yin Yuzhen, uma trabalhadora modelo nacional que tem plantado árvores na região arenosa de Maowusu há quatro décadas.

A história dos dois começou em 1999, quando Sakolsky lecionava inglês em uma escola na Província de Henan, no centro da China, por meio de um programa de intercâmbio de professores entre os dois países.

Após assistir a uma reportagem de TV sobre o trabalho incansável de Yin, ele ficou profundamente comovido e arrecadou US$ 5 mil para ajudar Yin e o marido dela em seus esforços de arborização contra a desertificação.

Na época, essa doação representava uma quantia impressionante, suficiente para Yin construir uma casa, cobrir os custos de criação dos filhos e até mudar completamente o rumo da vida da família.

As mudas compradas e plantadas com essa doação cresceram e se tornaram uma floresta com mais de 50 mil árvores imponentes.

Em maio deste ano, Yin recorreu à internet em busca do amigo americano que havia feito a doação décadas atrás. O reencontro deles de forma online, um momento que emocionou muitos, aconteceu logo em seguida.

No dia 18 de maio, os dois finalmente conversaram por videochamada. Yin, que havia ensaiado bastante, cumprimentou-o com um inglês um pouco truncado: "Você é meu irmão!"

Ao chegar a Beijing, Sakolsky disse estar ansioso para encontrar Yin na Região Autônoma da Mongólia Interior, no norte da China, reencontrar os antigos colegas e estudantes, e ver a floresta com seus próprios olhos. Ele também recebeu bolos da lua enviados pela Yin, um símbolo tradicional chinês de reunião, e tomates cultivados no deserto.

Antes da chegada de Sakolsky à Mongólia Interior no domingo à tarde, Yin, igualmente animada, trouxe seus melões-andinos recém-colhidos de seu pomar.

"Fui colher uns melões-andinos para ele, para que ele possa provar as frutas do deserto assim que descer do avião", disse ela. "Quando eu lhe contar que cultivei isso no deserto, ele não vai acreditar."

No Aeroporto Ejin Horo de Ordos, na Região Autônoma da Mongólia Interior, assim que Yin o viu descendo a escada rolante, ela correu até ele. Tomados pela emoção, os dois se abraçaram fortemente, chorando de alegria após mais de duas décadas separados.

"É um sonho realizado", disse Sakolsky. "Ela fez uma promessa há 27 anos e a cumpriu. Nunca pensei que a veria novamente. É um milagre, mas mostra que a cultura e as pessoas ainda são capazes de cumprir promessas."

Convidado pela Associação Chinesa de Educação para Intercâmbio Internacional (CEAIE, em inglês), seu itinerário, de 23 de agosto a 1º de setembro, incluirá também eventos de intercâmbio de professores entre a China e os EUA, uma visita a Henan para se encontrar com professores e alunos da escola onde ele trabalhou, uma visita à sala de coletivas de imprensa do Ministério das Relações Exteriores da China e visitas a marcos históricos e culturais.

O convite visa promover ainda mais o intercâmbio educacional entre a China e os EUA, transmitir o profundo apreço do povo chinês pela amizade e inspirar mais pessoas a dar continuidade a histórias comoventes de boa vontade entre os dois povos, disse um representante da CEAIE.

Ao longo de décadas, a China tem criado fundos especiais, concedido políticas fiscais favoráveis e mobilizado agricultores e moradores locais para campanhas de florestamento. Hoje, além dos dedicados agricultores locais como Yin, as iniciativas de florestamento da China também atraem muitos voluntários conscientes da causa ambiental, especialmente jovens urbanos e estudantes internacionais.

Dados oficiais mostram que a China contribuiu com cerca de um quarto do aumento da cobertura vegetal mundial e recuperou, entre 2021 e 2025, 152 milhões de mu (10,13 milhões de hectares) de terras atingidas pela desertificação.

(Xinhua/Lian Zhen)

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