Beijing, 25 ago (Xinhua) -- A China deixou claro em várias ocasiões que se opõe firmemente às sanções unilaterais ilegais que não têm fundamento no direito internacional e não são autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU, disse na terça-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.
Lin fez essas declarações em uma coletiva de imprensa de rotina ao ser solicitado a comentar reportagens da mídia, segundo as quais o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, apresentou na segunda-feira planos de "asfixia econômica" ao Irã, ampliando as ameaças de sanções secundárias de Washington e alertando sobre consequências graves para os países que não se juntarem à campanha.
A guerra econômica e a pressão máxima não ajudam a resolver problemas. Pelo contrário, apenas aumentam as tensões e os conflitos, criam riscos de repercussão, perturbam a ordem econômica e financeira global e prejudicam os direitos e interesses legítimos de outros países, disse Lin.
A prioridade urgente agora é acalmar a situação e retornar à via do diálogo e da negociação o mais rápido possível, acrescentou ele.
A cooperação da China com o Irã é sempre conduzida dentro da estrutura do direito internacional e não deve ser interrompida nem prejudicada, reiterou Lin.
A China está acompanhando de perto os desdobramentos relevantes e tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar com determinação seus direitos e interesses legítimos, ressaltou o porta-voz.

