
(Xinhua/Tenzing Nima Qadhup)
Lhasa, 26 ago (Xinhua) -- Equipes de resgate estão correndo para o porto fronteiriço atingido por um deslizamento de terra, na Região Autônoma de Xizang, no sudoeste da China, após o desastre causar um número significativo de vítimas na fronteira entre a China e o Nepal nesta quarta-feira.
O deslizamento de terra ocorreu na manhã de quarta-feira no Nepal, resultando em três mortos e 265 desaparecidos no Porto de Gyirong, no distrito de Gyirong, em Xizang, segundo estimativas iniciais informadas às 20h.
O presidente chinês, Xi Jinping, ordenou todos os esforços para buscar e resgatar as pessoas desaparecidas, evacuar os moradores em risco e prestar atendimento médico de forma oportuna aos feridos, a fim de minimizar o número de vítimas.
Xi, também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh) e presidente da Comissão Militar Central, salientou a necessidade de reforçar o monitoramento e o alerta precoce, garantir operações de resgate com embasamento científico e prevenir desastres secundários.
O vice-primeiro-ministro Zhang Guoqing, membro do Birô Político do Comitê Central do PCCh, liderou autoridades de departamentos relevantes ao local para orientar as operações de resgate e resposta ao desastre.
Xizang ativou seu nível mais alto de resposta de emergência e assistência para desastres naturais. A autoridade regional de gestão de emergências enviou 792 pessoas e 152 veículos para as operações de resgate, enquanto a autoridade regional de bombeiros e resgate mobilizou 72 veículos e 431 profissionais de combate a incêndios e resgate, além de cães de busca e resgate, detectores de sinais vitais e lanchas rápidas. Tropas e oficiais da polícia armada também foram enviados para auxiliar nas operações de resgate.
Frotas de veículos de resgate podem ser vistas no trajeto de Lhasa a Gyirong, segundo repórteres da Xinhua que estão correndo para o local.
Até as 17h35, as autoridades centrais e regionais haviam enviado suprimentos de socorro, incluindo 8 mil casacos de algodão, 2 mil barracas, 3 mil colchas e 5 mil tapetes à prova de umidade para a área afetada, informaram as autoridades.
O deslizamento de terra bloqueou as estradas que levam ao porto, bem como as comunicações e o fornecimento de energia, revelaram as autoridades, acrescentando que o primeiro grupo de reparadores da rede elétrica já havia chegado ao local.
No nível nacional, o Ministério dos Recursos Naturais ativou uma resposta de emergência de Nível II para desastres geológicos, o segundo nível mais alto no sistema de resposta a emergências de quatro níveis da China, e enviou uma equipe de trabalho ao local atingido para orientar as operações de resgate e prevenir desastres secundários, informou o ministério.
A Comissão Nacional de Prevenção, Redução e Alívio de Desastres, juntamente com o Ministério de Gestão de Emergências, ajudou a alocar 30 mil suprimentos centrais de socorro, incluindo barracas, fogões, roupas, colchas, camas dobráveis e tapetes à prova de umidade, para apoiar os trabalhos de evacuação, reassentamento e alívio de desastres.
O Ministério das Finanças e o Ministério de Gestão de Emergências também destinaram 120 milhões de yuans (US$ 17,69 milhões) em fundos centrais de ajuda a desastres naturais para apoiar Xizang na realização de operações emergenciais de resgate e alívio de desastres.
Enquanto isso, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma destinou 100 milhões de yuans em investimento orçamentário central para apoiar esforços de recuperação e reconstrução emergencial pós-desastre.
A China Anneng, uma empresa estatal de engenharia e resgate, enviou um primeiro grupo de 200 profissionais de resgate ao local, transportando equipamentos que incluem drones multifuncionais, scanners 3D a laser e equipamentos detectores de vida.
O observatório meteorológico local prevê chuvas contínuas em todo o distrito de Gyirong, da noite de quarta-feira até domingo, alertando para possíveis inundações, deslizamentos de terra e outros desastres secundários em áreas baixas.

(Xinhua/Tenzing Nima Qadhup)

(Divulgação via Xinhua)

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