Beijing, 2 set (Xinhua) -- A China está aproveitando seus três principais centros de inovação para impulsionar a modernização industrial e fomentar novas forças produtivas de qualidade ao aproveitar seus respectivos pontos fortes, disseram os convidados do mais recente episódio da Mesa Redonda Econômica da China, um programa de entrevistas multimídia apresentado pela Agência de Notícias Xinhua.
A China designou Beijing, Shanghai e a Grande Área da Baía Guangdong-Hong Kong-Macau como três grandes centros internacionais de inovação científica e tecnológica. No ano passado, o país adotou medidas para ampliar o alcance, estendendo o centro de Beijing por toda região de Beijing-Tianjin-Hebei e o centro de Shanghai pelo Delta do Rio Yangtzé.
Chen Baoming, diretor do Instituto de Informação Científica e Técnica da China do Ministério da Ciência e Tecnologia, disse que os três centros internacionais de inovação em ciência e tecnologia têm feito progressos sólidos nos últimos anos, com suas respectivas forças se tornando cada vez mais evidentes.
Ele observou que a intensidade de P&D em Beijing permaneceu em torno de 6%, e a cidade é a líder mundial em número de cientistas altamente citados. Shanghai tem produzido conquistas originais de destaque em física, química e ciências da vida. A Grande Área da Baía Guangdong-Hong Kong-Macau é a líder nacional em número de empresas de alta tecnologia e pedidos de patente do Tratado de Cooperação em Patentes (TCP).
Yi Tong, diretor do Instituto de Estratégia de Desenvolvimento de Inovação da Academia de Ciência e Tecnologia de Beijing, expressou que Beijing tem acelerado a comercialização dos resultados de pesquisa e otimizado o ecossistema industrial por meio da construção de uma variedade de plataformas de inovação.
Zha Hao, presidente e CEO da Shanghai Smartlogic Technology Ltd., viu de perto como as políticas de Shanghai para fomentar indústrias voltadas para a inovação podem beneficiar empresas como a dele. Como uma empresa especializada em computação científica e IA para uso em ciência, a Smartlogic se beneficiou de iniciativas que conectam empresas a aplicações reais e ajudam a acelerar a comercialização em toda a cadeia de valor.
Por sua vez, Zhang Zhengang, professor da Universidade de Tecnologia do Sul da China, afirmou que o setor manufatureiro de alto padrão na Grande Área da Baía Guangdong-Hong Kong-Macau mudou de "expansão em escala" para "atualização estrutural".
A área está explorando um modelo distinto de conduzir a inovação das universidades para a indústria, com "pesquisa e desenvolvimento em Hong Kong e Macau, comercialização no continente", segundo o professor. Até agora, cinco universidades de Hong Kong estabeleceram plataformas de comercialização de tecnologia em Qianhai, na cidade chinesa de Shenzhen, incubando mais de 150 projetos de ciência e tecnologia.
Olhando para o futuro, o professor pediu maior foco em três áreas para fortalecer o papel dos centros como fontes de inovação original: pesquisa básica, grandes instalações científicas e a comercialização dos resultados frutíferos das pesquisas, fornecendo tecnologias essenciais para impulsionar novas forças produtivas de qualidade.
A China prometeu aprimorar os sistemas regionais de inovação durante o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030). Os sistemas reúnem governos, empresas, universidades e institutos de pesquisa, permitindo que diferentes regiões aproveitem melhor seus respectivos pontos fortes e ajudando a transferir os resultados de pesquisa dos laboratórios para aplicações comerciais.

