Beijing, 3 set (Xinhua) -- A lei francesa contra a moda ultrarrápida (ultra-fast-fashion) é suspeita de violar o princípio da não discriminação da Organização Mundial do Comércio, disse nesta quinta-feira Huang Ling, porta-voz do Ministério do Comércio da China.
A lei, sob o pretexto de estabelecer os chamados padrões de "proteção ambiental" e "sustentabilidade", emprega um duplo padrão, disse Huang em uma coletiva de imprensa de rotina.
Huang exortou a França a suspender imediatamente a implementação da lei e a resolver adequadamente as divergências no setor de comércio têxtil sustentável entre as duas partes por meio de um diálogo em pé de igualdade, a fim de criar um ambiente de mercado justo e não discriminatório para as empresas com investimento chinês.
Huang acrescentou que, se a França insistir em levar adiante a lei, a China tomará medidas necessárias para salvaguardar os direitos e interesses legítimos das empresas com investimento chinês, e a França deve arcar com todas as consequências decorrentes.
No fim de julho, quando solicitado a comentar sobre o fato de autoridades francesas identificarem explicitamente plataformas de comércio eletrônico transfronteiriço, incluindo Shein, Temu e AliExpress, como os principais alvos da legislação, o ministério disse que a lei impõe restrições discriminatórias às plataformas com investimento chinês e distorce gravemente a concorrência leal por meio da legislação.
O ministério assinalou em julho que a lei constitui uma barreira comercial contra a China e se desvia gravemente dos princípios de concorrência leal e livre comércio que a França tem defendido publicamente.

