
(Xinhua/Liu Weibing)
Vladivostok, 3 set (Xinhua) -- A China e a Rússia devem fortalecer a sinergia entre a Iniciativa Cinturão e Rota e o desenvolvimento da União Econômica Eurasiática, além de alinhar ainda mais a estratégia de revitalização do nordeste da China com a estratégia de desenvolvimento do Extremo Oriente da Rússia, disse nesta quinta-feira o vice-primeiro-ministro chinês Ding Xuexiang.
Ding, também membro do Comitê Permanente do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, fez essas declarações ao discursar no 11º Fórum Econômico Oriental em Vladivostok, cidade no Extremo Oriente da Rússia.
Sob a orientação estratégica dos dois chefes de Estado ao longo dos anos, a cooperação regional China-Rússia, especialmente entre o nordeste da China e o Extremo Oriente da Rússia, tem produzido resultados frutíferos, afirmou Ding.
A China continua sendo a maior parceira comercial do Extremo Oriente da Rússia, observou Ding, acrescentando que os principais projetos de cooperação estão avançando em um ritmo mais rápido, e que a política de isenção de visto mútua impulsionou tanto os fluxos de passageiros transfronteiriços quanto o comércio de cargas.
Ele sugeriu que a China e a Rússia permaneçam atentas às necessidades das pessoas, reforcem o apoio mútuo entre regiões, desenvolvam indústrias com características locais distintas e garantam que os dois povos obtenham mais benefícios tangíveis com o desenvolvimento e a revitalização.
O vice-premiê instou ambas as partes a atenderem prontamente às preocupações das empresas, manterem a continuidade e a estabilidade das políticas, e criarem condições favoráveis para o crescimento das empresas.
Ding incentivou os dois lados a aprofundarem os intercâmbios e a cooperação em áreas como cultura, turismo, educação e juventude, e a garantirem o sucesso das diversas atividades no âmbito dos Anos da Educação China-Rússia.
Segundo ele, a China e a Rússia devem salvaguardar a paz e a estabilidade regionais, defender conjuntamente os propósitos e os princípios da Carta da ONU e a equidade e a justiça internacionais, e impedir quaisquer tentativas de contestar os resultados da vitória da Segunda Guerra Mundial e a ordem internacional do pós-guerra.
A China tem a confiança, a capacidade e as condições para manter um desenvolvimento econômico estável e saudável, enfatizou Ding, acrescentando que a China permanece comprometida com a expansão de uma abertura de alto padrão e dá as boas-vindas às empresas estrangeiras a continuarem investindo e aprofundando sua presença na China.

