Beijing, 9 set (Xinhua) -- A China visa aumentar significativamente a oferta de produtos aquáticos de alta qualidade até 2030, de acordo com um plano de desenvolvimento nacional da indústria pesqueira recém-divulgado para o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), informou o Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais nesta terça-feira.
Até 2030, a China tem em vista manter estável a área de águas utilizadas para a pesca, otimizar ainda mais a estrutura do setor e alcançar tanto melhorias na qualidade quanto crescimento razoável em termos de quantidade, de acordo com o plano.
Até lá, espera-se que a China faça progressos constantes na modernização da pescaria baseada nas instalações, acelere avanços em tecnologias e equipamentos essenciais e amplie o uso de big data e inteligência artificial (IA).
Outras metas para 2030 incluem a melhoria contínua do índice de integridade biológica aquática do rio Yangtzé, um declínio mais lento dos recursos pesqueiros marinhos e um crescimento estável das populações de espécies raras, conforme o plano.
Espera-se que a capacidade de governança da pesca seja significativamente fortalecida, e que a operação segura das embarcações de pesca marinha permaneça estável.
Para promover a aquicultura de alta qualidade, a China estabilizará e ampliará as áreas de aquicultura e modernizará a aquicultura de água doce e a maricultura, de acordo com o plano.
Para garantir uma pesca de captura segura, regulamentada e sustentável, o país fortalecerá a gestão do total de capturas, manterá a captura marinha doméstica anual dentro de 10 milhões de toneladas e administrará as embarcações pesqueiras por meio de um sistema de classificação e categorização.
O plano prevê a continuação da proibição de pesca por 10 anos no rio Yangtzé e uma proteção mais rigorosa dos recursos pesqueiros, dos ecossistemas aquáticos e da fauna aquática.
Para fomentar novas forças produtivas de qualidade no setor pesqueiro, a China aprimorará a reprodução de espécies aquáticas, modernizará instalações e equipamentos e ampliará as aplicações de inteligência artificial.
O plano enfatiza as responsabilidades da China como um importante país pesqueiro e prevê o desenvolvimento de uma pesca moderna em águas distantes, uma participação mais profunda na governança global da pesca e a ampliação da cooperação internacional prática no setor.
A China produziu 76,52 milhões de toneladas de produtos aquáticos em 2025, e sua produção aquícola atingiu 63,26 milhões de toneladas, mais da metade da produção aquícola global, segundo dados oficiais.
O país é uma das 10 partes signatárias do Acordo de Prevenção da Pesca Não Regulamentada no Alto-Mar no Oceano Ártico Central, que impõe uma proibição inicial de 16 anos à pesca comercial na área e prevê um programa conjunto de pesquisa científica e de monitoramento.

