
Pessoas posam para foto com um robô humanoide na Cúpula de IA de Budapeste 2026, em Budapeste, Hungria, em 7 de setembro de 2026. (Foto de Attila Volgyi/Xinhua)
O ministro de Ciência e Tecnologia da Hungria, Zoltan Tanacs, disse que a IA pode ser "salvação ou catástrofe total", ressaltando que os governos devem abraçar a inovação e, ao mesmo tempo, implementar salvaguardas adequadas à medida que as capacidades da IA avançam.
Budapeste, 9 set (Xinhua) -- Formuladores de políticas, pesquisadores e líderes do setor se reuniram na Cúpula de IA de Budapeste 2026 na segunda e na terça-feira para discutir o desenvolvimento, a governança e as aplicações da inteligência artificial (IA), em um momento em que a tecnologia remodela rapidamente economias e sociedades.
A cúpula de dois dias reuniu mais de 300 palestrantes para discussões que abrangeram desde modelos de IA de ponta e infraestrutura digital até governança e aplicações práticas.
Ao abrir o evento, o ministro de Ciência e Tecnologia da Hungria, Zoltan Tanacs, descreveu a IA como uma tecnologia situada "entre dois extremos": "salvação ou catástrofe total". Ele disse que os governos devem abraçar a inovação e, simultaneamente, estabelecer salvaguardas adequadas à medida que as capacidades da IA evoluem.
Como parte de sua estratégia de IA, a Hungria planeja investir 500 milhões de euros (581,2 milhões de dólares americanos) em programas de desenvolvimento de IA nos próximos anos e aderir à iniciativa "Gigafábrica Europeia de IA", que visa fortalecer a infraestrutura de computação para IA na Europa.
Tanacs disse que a Hungria também planeja expandir a educação e a pesquisa universitária em IA, atrair desenvolvedores líderes da área e melhorar a alfabetização em IA entre empresas e o público em geral.
Dirigindo-se aos participantes por vídeo, Jin Xiaoming, presidente da Associação Chinesa para Cooperação Internacional em Ciência e Tecnologia, alertou que o acesso desigual à tecnologia e à governança da IA poderia ampliar o que ele chamou de "fosso de inovação".

Participantes na Cúpula de IA de Budapeste 2026, em Budapeste, Hungria, em 7 de setembro de 2026. (Foto de Attila Volgyi/Xinhua)
"A lacuna entre os criadores de IA de ponta e os meros consumidores continua aumentando", disse Jin, alertando contra "regras impostas por poucos à maioria" e defendendo uma governança da IA baseada na responsabilidade compartilhada, em salvaguardas adaptativas e no desenvolvimento centrado no ser humano.
A cúpula também explorou o uso crescente da IA nos negócios e na indústria.
Ao apresentar os mais recentes desenvolvimentos de IA da Alibaba Cloud, Huang Ye, gerente-geral de Soluções e Produtos da Alibaba Cloud para a Europa Central, disse que a IA está evoluindo da simples compreensão das solicitações dos usuários para a execução de tarefas e fluxos de trabalho de ponta a ponta cada vez mais complexos.
Huang destacou avanços nas capacidades dos modelos, na colaboração entre humanos e IA e na IA multimodal, assim como o papel crescente do desenvolvimento de código aberto. Ele informou que a Alibaba Cloud disponibilizou mais de 400 modelos de IA de código aberto, com modelos baseados no Qwen sendo utilizados em áreas como educação, saúde e manufatura.
Huang mencionou que a Alibaba Cloud já utilizava IA para aprimorar o atendimento ao cliente e auxiliar engenheiros na programação e em demonstrações de produtos.

Pessoas observam um robô humanoide na Cúpula de IA de Budapeste 2026, em Budapeste, Hungria, em 7 de setembro de 2026. (Foto de Attila Volgyi/Xinhua)
Embora houvesse divergências de opinião sobre como a IA deveria se desenvolver e ser regulamentada, os participantes concordaram, de modo geral, que uma cooperação internacional mais estreita e um acesso mais amplo às tecnologias de IA seriam essenciais para garantir que a tecnologia beneficie a sociedade.
A 4ª edição da cúpula foi realizada em três locais, com 15 trilhas paralelas, reunindo cerca de 4.000 participantes.

