Beijing, 11 set (Xinhua) -- Os órgãos de aplicação da lei da China e dos Estados Unidos fizeram novos avanços na cooperação antidrogas ao elucidar conjuntamente um caso transnacional envolvendo precursores usados na fabricação de canabinoides sintéticos, informou na quinta-feira o Ministério da Segurança Pública da China.
O caso foi tratado conjuntamente pelo ministério e pelo Federal Bureau of Investigation (FBI) dos EUA, segundo o ministério.
No início de maio, o lado norte-americano forneceu informações sobre dois cidadãos chineses suspeitos de envolvimento em atividades relacionadas a drogas. Posteriormente, a polícia chinesa constatou que as pistas estavam ligadas a um caso já sob investigação na China, o que levou as autoridades a integrar as investigações.
Após novas investigações, em meados de agosto, a polícia chinesa realizou operações coordenadas na Província de Hebei, no norte da China, e em outros locais, prendendo 21 suspeitos e apreendendo um lote de precursores químicos não controlados comumente usados na produção de drogas, disse o ministério.
Anteriormente, as autoridades dos EUA haviam prendido dois cidadãos norte-americanos suspeitos de crimes relacionados a drogas. Os dois teriam comprado precursores químicos não controlados para produzir drogas nos EUA, que depois foram distribuídas a detentos em várias prisões federais e estaduais em todo o país, segundo o ministério.
O esclarecimento bem-sucedido do caso, disse o ministério, evidencia a eficácia do mecanismo de cooperação China-EUA em aplicação da lei antidrogas e oferece mais um exemplo concreto dos esforços dos dois lados para aprofundar a cooperação prática no combate a crimes transnacionais relacionados a drogas.
O combate às drogas há muito constitui uma importante área da cooperação China-EUA em aplicação da lei. Os dois países têm trabalhado juntos em casos envolvendo contrabando e tráfico de drogas, além do tráfico transfronteiriço de novas substâncias psicoativas.
Em agosto, um tribunal chinês condenou dois homens por tráfico de precursores químicos para o exterior. O caso foi elucidado com base em informações fornecidas pela Administração de Repressão às Drogas dos EUA em 2023.
O mecanismo de intercâmbio de inteligência antidrogas entre China e EUA, estabelecido em 2002, realizou sua 11ª reunião em fevereiro de 2026, com discussões centradas nas tendências das drogas, investigações conjuntas, controles de precursores químicos e outras áreas de cooperação.
A China reforçou os controles regulatórios sobre precursores químicos não controlados. Em novembro de 2025, acrescentou 13 tipos de precursores de substâncias relacionadas ao fentanil à sua lista de controle de exportações e incluiu os EUA, o México e o Canadá no Catálogo de Países (Regiões) Específicos. Em maio de 2026, foram acrescentados mais três tipos de precursores relacionados ao fentanil à lista aplicável aos três países.
Zhang Li, vice-diretor do Centro de Estudos sobre Teoria e Política de Controle de Drogas da Universidade de Segurança Pública do Povo da China, disse que a crescente cooperação antidrogas demonstrou o compromisso da China em ajudar os EUA a enfrentar a crise do fentanil.

