Beijing, 11 set (Xinhua) -- A França é instada a levar a sério a posição da China e cessar imediatamente o uso de sua lei contra a moda ultrarápida para prejudicar os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas.
Huang Ling, porta-voz do Ministério do Comércio da China, disse nesta quinta-feira que a lei francesa contra a moda ultrarápida e suas regras de implementação estabelecem padrões claramente direcionados para restringir e reprimir de forma discriminatória as empresas de comércio eletrônico transfronteiriço chinesas.
Essas práticas injustas, em nome da "proteção ambiental" e da "sustentabilidade", irá ameaçar gravemente a concorrência justa, disse Huang em uma coletiva de imprensa regular.
Na realidade, as práticas da França ultrapassaram o escopo da proteção ambiental e têm natureza claramente protecionista, disse ela, acrescentando que a China manifestou repetidamente suas preocupações sobre o assunto à parte francesa.
Huang observou que a China se opõe consistentemente ao abuso do comércio e às medidas econômicas restritivas, e insta a França a lidar adequadamente com as diferenças comerciais e econômicas por meio do diálogo.
A China acompanhará de perto os desenvolvimentos seguintes e tomará as medidas necessárias para salvaguardar resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, disse ela.
A porta-voz também informou que o ministério solicitou recentemente a várias empresas francesas operantes na China a apresentação de informações e explicações relevantes, uma vez que relatórios públicos mostram que algumas empresas francesas receberam subsídios pertinentes da União Europeia e de seus Estados-membros e em certa medida, os subsídios podem ser repassados às suas entidades na China.

