Cordas da pipa e tambores Kavango ressoam enquanto a feira cultural China-Namíbia ganha vida em Windhoek-Xinhua

Cordas da pipa e tambores Kavango ressoam enquanto a feira cultural China-Namíbia ganha vida em Windhoek

2026-09-12 11:15:44丨portuguese.xinhuanet.com

Dançarinos folclóricos da Namíbia se apresentam na Feira Cultural China-Namíbia em Windhoek, Namíbia, em 8 de setembro de 2026. (Foto de Musa C Kaseke/Xinhua)

Risadas e uma competição amigável preencheram o ambiente na terça-feira, com chineses e namibianos se reunindo em torno de jogos, música e dança na Feira Cultural China-Namíbia em Windhoek, a capital do país, como parte do Ano de Intercâmbio entre Povos China-África 2026.

Windhoek, 10 set (Xinhua) -- Risadas e uma competição amigável preencheram o ambiente na terça-feira, com chineses e namibianos se reunindo em torno de jogos, música e dança na Feira Cultural China-Namíbia em Windhoek, a capital da Namíbia.

Organizado pela Embaixada da China com o apoio do Ministério da Educação, Inovação, Juventude, Esportes, Artes e Cultura da Namíbia (MEIYSAC, na sigla em inglês), o evento ganhou vida como uma importante celebração do Ano de Intercâmbio entre Povos China-África 2026.

O que começou para alguns participantes como uma visita casual se transformou rapidamente em experiência de intercâmbio cultural.

"Quando cheguei, não estava muito animado", disse Christian Angula à Xinhua em uma entrevista. "Mas agora estou achando tudo muito interessante e estou realmente envolvido. Os jogos parecem muito simples, mas são surpreendentemente desafiadores quando você começa a jogá-los".

Esse desafio ficou evidente assim que ele experimentou o cuju, um antigo jogo de bola chinês, tentando acertar chutes em uma pequena abertura que servia de gol. Várias tentativas passaram longe antes que um chute bem-sucedido arrancasse aplausos dos espectadores.

Os visitantes também formaram filas para o touhu, lançando flechas em direção a recipientes de gargalo estreito. Cada erro era acompanhado por lamentos e cada acerto, por aplausos.

A poucos passos dali, participantes chineses mostravam aos visitantes namibianos como jogar jianzi, mantendo no ar uma peteca com penas por meio de toques rápidos dos pés.

Em círculo, os jogadores tentavam passar o objeto uns aos outros, rindo enquanto se esforçavam para evitar que ele caísse.

Pintura de leques, pintura de máscaras de ópera, uma competição para pegar bolas de pingue-pongue com hashis e enigmas em lanternas completavam as atividades. À medida que participavam, as pessoas colecionavam carimbos em seus "passaportes" de atividades para trocá-los por prêmios.

No palco, as notas delicadas de "Porcelana Azul e Branca" deram lugar aos ritmos vibrantes da "Dança da Serpente Dourada", executada por Peng Jianqi, integrante de uma delegação artística visitante de Jiangxi, na pipa, um instrumento chinês de cordas dedilhadas.

A delegação também apresentou a ópera Yihuang com a peça "Montanha do Pêssego Vermelho", acrescentando mais uma expressão da tradição chinesa ao intercâmbio cultural da tarde.

Essas apresentações dividiram o palco com os ritmos e passos das danças Kavango, Ovahimba, Namastap e Oshiwambo, enquanto corais escolares uniam suas vozes à celebração. Com danças do dragão e do leão e demonstrações de artes marciais feitas por estudantes integradas à programação, as tradições chinesas e namibianas se alternavam ditando o ritmo da tarde.

Para os estudantes universitários, a feira foi uma oportunidade para praticar o idioma fora da sala de aula.

"É empolgante, maravilhoso e incrível", disse Elizabeth, estudante da Universidade da Namíbia.

Sua colega Constancia contou que o professor as incentivou a comparecer, embora elas não estivessem matriculadas no Instituto Confúcio.

"É ótimo interagir com os chineses. Podemos praticar diretamente com eles o que aprendemos", disse ela.

Falando em nome do ministro do MEIYSAC, o diretor-executivo Erastus Mbumba Haitengela destacou o papel do intercâmbio cultural na educação e na coesão social.

"O evento é um exemplo maravilhoso do poder do intercâmbio cultural. Temos o privilégio de acompanhar apresentações de artistas de ópera e músicos tradicionais chineses ao lado de artistas, escolas e instituições de ensino superior da Namíbia", disse ele em seu discurso.

O embaixador da China na Namíbia, Zhao Weiping, disse que a feira refletia os esforços para fortalecer o intercâmbio cultural e o contato entre os povos.

"Acreditamos que os intercâmbios culturais podem ajudar pessoas de diferentes países e comunidades a compreenderem umas às outras. Por meio desses intercâmbios, pessoas de diferentes origens culturais passam a conhecer, respeitar e apreciar umas às outras, além de aprenderem mutuamente", disse ele.

Para apoiar a iniciativa do MEIYSAC de criar um prêmio para autores e escritores da Namíbia, voltada a promover a cultura da leitura, da escrita, da pesquisa e da criatividade no país, a Embaixada da China fará uma doação inicial para a instituição do prêmio, anunciou Zhao.

"Continuaremos oferecendo apoio, dentro de nossas possibilidades, a este e a outros projetos que beneficiem o desenvolvimento contínuo do setor cultural da Namíbia", disse ele.

À medida que o anoitecer caía sobre o pátio, as flechas, as batidas de tambor e as melodias de ópera davam lugar, gradualmente, ao tilintar de pratos. A feira chegava ao fim com os participantes desfrutando de um banquete, fortalecendo ainda mais os laços de amizade e as relações culturais e bilaterais entre os dois países.

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