Beijing, 15 set (Xinhua) -- Um porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da China manifestou, nesta segunda-feira, firme oposição a um exercício militar conjunto entre Japão, Estados Unidos e Austrália, alertando que medidas que promovam as ambições militares do Japão levarão a região a um vórtice perigoso.
Jiang Bin, porta-voz do Ministério da Defesa Nacional, emitiu estas declarações em uma coletiva de imprensa ao responder a uma pergunta sobre o exercício "Orient Shield 26", que está sendo realizado no Japão de 8 a 24 de setembro.
Esse exercício é apresentado como um "escudo", mas, na realidade, equivale ao posicionamento avançado de armas ofensivas estratégicas. Isso não apenas prejudica os interesses legítimos de segurança de outros países, como também aumenta o risco de uma corrida armamentista e de um confronto militar, além de ameaçar gravemente a segurança e a estabilidade regionais, apontou Jiang.
Como país derrotado na Segunda Guerra Mundial, o Japão está proibido de adquirir armas ofensivas pela Proclamação de Potsdam e pela própria Constituição pacifista japonesa.
No entanto, nos últimos anos, o país tem violado continuamente essas restrições e sua política exclusivamente voltada para a defesa, desenvolvido vigorosamente armas ofensivas de longo alcance e aproveitado exercícios conjuntos com países estrangeiros para acelerar sua "remilitarização", observou o porta-voz.
"Qualquer medida que alimente as ambições militares do Japão apenas empurrará a região para um vórtice perigoso e inevitavelmente causará danos aos envolvidos", advertiu Jiang.
A China insta os países envolvidos a respeitarem as preocupações de segurança de outras nações, corrigirem suas práticas equivocadas e desempenharem um papel positivo na paz e na estabilidade regionais por meio de ações concretas, acrescentou Jiang.

