Beijing, 16 set (Xinhua) -- O futuro de Taiwan só pode ser determinado pelos mais de 1,4 bilhão de chineses, incluindo as pessoas de Taiwan, disse uma porta-voz da parte continental na quarta-feira.
Zhu Fenglian, porta-voz do Departamento dos Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, fez essas declarações em uma coletiva de imprensa em resposta a uma pergunta da mídia sobre comentários recentes de uma autoridade de Taiwan, que disse que o futuro de Taiwan deve ser decidido por seus 23 milhões de habitantes.
A questão de Taiwan é uma cicatriz deixada por uma grande guerra civil travada entre as forças lideradas pelo Partido Comunista da China (PCCh) e pelo partido Kuomintang Chinês (KMT) há cerca de oito décadas. Em 1949, os remanescentes do KMT derrotado retiraram-se para Taiwan, e a República Popular da China foi fundada sob a liderança do PCCh.
A guerra civil não resolvida e a interferência estrangeira deixaram os dois lados do Estreito em prolongada confrontação política. No entanto, o fato de Taiwan ser uma parte inalienável do território chinês nunca mudou.
Observando que no mundo existe apenas uma China, Zhu enfatizou a tendência irresistível da reunificação nacional. "O futuro de Taiwan depende exclusivamente dos mais de 1,4 bilhão de chineses, incluindo compatriotas taiwaneses", acrescentou.
As autoridades do Partido Progressista Democrata de Taiwan mantiveram sua postura separatista de buscar a "independência de Taiwan", recusaram-se a reconhecer o Consenso de 1992 que incorpora o princípio de Uma Só China e trabalharam para prejudicar os intercâmbios entre os dois lados do Estreito. Essas ações vão contra a vontade dominante e são opostas por pessoas de ambos os lados do Estreito de Taiwan, disse Zhu.
A parte continental, em contraste, tem promovido continuamente intercâmbios, cooperação e desenvolvimento integrado através do Estreito. "Nossas políticas em relação a Taiwan permanecem claras e consistentes. Iremos salvaguardar os interesses e o bem-estar dos compatriotas de Taiwan, e trabalharemos resolutamente para avançar na reunificação nacional", observou a porta-voz.

