Beijing, 18 set (Xinhua) -- A China insta o Japão a encarar e refletir profundamente sobre a sua história de agressão, e a conquistar a confiança de seus vizinhos asiáticos e da comunidade internacional por meio de ações concretas, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, em uma coletiva de imprensa na sexta-feira.
O Incidente de 18 de Setembro, ocorrido há 95 anos, marcou o início da invasão japonesa à China que durou 14 anos.
Hoje, há noventa e cinco anos, disse Guo, os militaristas japoneses lançaram uma agressão contra a China e se depararam com a corajosa resistência do povo chinês, o que deu início ao teatro oriental da Guerra Antifascista Mundial.
Lembrando que o Incidente de 18 de Setembro foi uma conspiração de guerra longamente encoberta pelo governo japonês ao público japonês, Guo disse que a grande maioria do povo japonês só tomou conhecimento da verdade durante os julgamentos de Tóquio, que tiveram início há 80 anos.
O negacionismo histórico cada vez mais prevalente no Japão é verdadeiramente preocupante, e o perigo é evidente, observou Guo.
O negacionismo não reflete apenas um grave retrocesso na percepção da história pelo Japão, mas também evidencia, de forma alarmante, uma tentativa organizada de reverter o curso da história com claros motivos políticos, disse Guo, acrescentando que o verdadeiro objetivo é impedir que a população japonesa tome conhecimento da verdade e abrir caminho para que o Japão escape das restrições do sistema pós-guerra e se rearme.
Negar o crime de agressão é contestar as conclusões históricas e minar a ordem internacional pós-guerra, apontou Guo, ressaltando que todos os países da região, incluindo a China, devem permanecer altamente vigilantes, não permitir que o militarismo japonês ressurja e não deixar que as tragédias históricas se repitam.
"Devemos trabalhar juntos para defender os resultados da vitória na Segunda Guerra Mundial e, em conjunto, salvaguardar a paz", acrescentou Guo.

