Beijing, 2 out (Xinhua) -- A cortiça portuguesa está sendo apresentada em novas formas artísticas no segundo Festival de Artes do Futuro em Beijing, onde artistas exploram o material por meio de instalações, fotografia, escultura e práticas espaciais.
A Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR) participa do festival de três meses, que acontece de 19 de setembro a 18 de dezembro no distrito de Chaoyang, em Beijing.
Sob o tema "Cortiça, Sustentabilidade", a APCOR montou um espaço dedicado para exibir as aplicações cotidianas do material, incluindo rolhas de vinho, brinquedos, móveis, decoração doméstica e acessórios de moda. A exposição também reúne uma série de obras criadas especialmente para o festival.
Suas obras utilizam a cortiça de diversas maneiras, incluindo instalações interativas, caixas de luz fotográficas, esculturas, formas modulares e experimentos espaciais. Os projetos exploram temas como alimento e memória, migração, lar e convivência coletiva.
Paulo Américo Oliveira, presidente da APCOR, disse que a combinação das propriedades naturais e do potencial estético do material tem atraído interesse crescente. Ele explicou que a textura e versatilidade da cortiça permitem aos artistas experimentar diferentes formas e padrões.
A cortiça é extraída sem cortar ou causar danos permanentes às árvores. A casca se regenera após a extração, permitindo que o processo seja repetido. O material é renovável, reutilizável e reciclável, e há muito tempo está associado à relação entre a atividade humana e o ambiente natural. "As obras no Festival mostram como a cortiça consegue unir expressão artística e sustentabilidade", disse.
No festival, essas características são aliadas às práticas artísticas contemporâneas, com a cortiça servindo como meio pelo qual os artistas analisam as conexões entre natureza, espaço, memória e relações humanas.

