Lisboa, 2 out (Xinhua) -- Uma greve de 24 horas dos trabalhadores das carreiras gerais da administração pública portuguesa causou perturbações generalizadas em todo o país na sexta-feira, com escolas fechadas, serviços de saúde gravemente afetados e serviços de atendimento ao cidadão suspensos.
A paralisação, realizada dias antes de o governo apresentar a sua proposta de Orçamento do Estado para 2027, começou à meia-noite e envolve cerca de 350 mil trabalhadores, incluindo assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos superiores da administração pública central, local e regional.
O impacto da greve, convocada conjuntamente por três federações sindicais, foi mais visível na educação, mas foram registadas perturbações em hospitais, serviços de segurança social, serviços de registo civil e notariado, serviços de justiça e recolha de resíduos.
Milhares de manifestantes marcharam da Praça da Figueira até ao Ministério das Finanças, em Lisboa, onde os representantes sindicais entregaram uma resolução com as reivindicações dos trabalhadores.
No centro do conflito está a exigência de um aumento salarial de 15% para todos os trabalhadores do setor público, com um aumento mínimo de 150 euros por mês, bem como a revisão imediata das estruturas das carreiras gerais.
A greve pressiona o governo do primeiro-ministro Luís Montenegro antes de uma primeira ronda de negociações salariais agendada para 6 de outubro com três estruturas sindicais do setor público. A proposta de Orçamento do Estado para 2027 deverá ser submetida ao parlamento em 9 de outubro.

