Enfoque: Empresários globais miram oportunidades na expo de importação da China-Xinhua

Enfoque: Empresários globais miram oportunidades na expo de importação da China

2026-10-06 17:43:30丨portuguese.xinhuanet.com

Shanghai, 6 out (Xinhua) -- Faltando um mês para o início da 9ª Exposição Internacional de Importações da China (CIIE, sigla em inglês), empresas de todo o mundo preparam-se para convergir em Shanghai, no leste da China, trazendo produtos que vão desde equipamentos avançados de manufatura e tecnologias médicas até café africano e sabonete sírio.

A exposição anual, primeira do mundo em nível nacional dedicada a importações, tornou-se uma importante plataforma para empresas estrangeiras em busca de acesso ao enorme mercado de consumo e industrial da segunda maior economia do mundo.

Desde seu lançamento em 2018, a CIIE tem atraído participantes de mais de 180 países, regiões e organizações internacionais. Expositores estrangeiros totalizaram cerca de 27 mil participações nas feiras de negócios do evento, com mais de 3.400 novos produtos, tecnologias e serviços sendo lançados.

O evento deste ano, programado para os dias 5 a 10 de novembro, ocorre no momento em que a China inicia o período do seu 15º Plano Quinquenal (2026-2030), com um impulso renovado para uma abertura de alto padrão e uma demanda interna mais forte.

Para algumas empresas, a CIIE deste ano será a primeira participação.

Presente no mercado chinês há mais de 20 anos, a austríaca WFL Millturn Technologies começou a despachar seus produtos da cidade industrial de Linz para a exposição já em agosto.

O diretor-geral da WFL, Stefan Hackl, disse que a empresa decidiu participar da CIIE devido ao papel central da China na cadeia de produção global e espera aproveitar o evento para se expandir ainda mais nos mercados chinês e da Ásia-Pacífico.

"Não vejo nenhuma boa razão para não termos sucesso na China nas próximas décadas", disse Hackl.

A Perennial Holdings Private Limited, com sede em Singapura, é outra novata.

A empresa estabeleceu o primeiro hospital geral terciário de capital totalmente estrangeiro da China em Tianjin, no norte do país. Desde a inauguração, o hospital já atendeu pacientes de mais de 40 países e regiões, enquanto a empresa busca novos investimentos na área da saúde em mais cidades chinesas.

"Quando você investe na China, está investindo no mercado mais competitivo do mundo", afirmou Pua Seck Guan, presidente executivo e CEO da Perennial Holdings.

Pua acrescentou que a abertura do setor de saúde da China poderia criar mais oportunidades para investidores estrangeiros.

Os novos participantes chegam em um momento em que a China continua a ampliar o acesso ao mercado para empresas estrangeiras. Em 2025, o país registrou 70.392 empresas de investimento estrangeiro recém-criadas, um recorde e um aumento anual de 19,1%. No primeiro semestre de 2026, o número cresceu 5,3% anualmente, com o investimento estrangeiro direto efetivamente utilizado atingindo 402,14 bilhões de yuans (US$ 59,71 bilhões).

A China também busca expandir as importações enquanto trabalha para impulsionar o consumo interno e buscar um comércio mais equilibrado. Em agosto, as importações aumentaram 21,7%, com o crescimento superando o das exportações pelo sexto mês consecutivo.

As oportunidades oferecidas pela CIIE vão além das grandes empresas multinacionais. Quase 13 mil micro, pequenas e médias empresas estrangeiras participaram das oito primeiras edições.

O empresário sírio Muhannad Shakally está se preparando para sua 9ª participação da CIIE. Quando levou sabonete tradicional sírio para a exposição inaugural em 2018, ele estava testando o mercado chinês.

Hoje, os pedidos mensais ultrapassam cinco toneladas, o equivalente a cerca de 20 mil barras. "Eles vendem quase assim que chegam. Eu nem mantenho estoque", disse ele.

Este ano, ele planeja lançar produtos de aromaterapia e chás de ervas sírios, na esperança de levar mais produtos de seu país aos consumidores chineses.

Há anos, a CIIE oferece estandes gratuitos a expositores dos países menos desenvolvidos do mundo. Este ano, os organizadores ampliarão uma seção dedicada a produtos asiáticos e africanos, com medidas para ajudar as empresas africanas a aproveitar as oportunidades criadas pela política de tarifa zero da China.

Desde 1º de maio, a China aplica tarifa zero às importações de todos os 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, ao mesmo tempo, amplia o acesso ao mercado por meio de medidas que incluem a modernização dos "canais verdes" para produtos como pimentas secas, grãos de café, castanhas de caju e itens aquáticos silvestres.

Uma delegação oficial da Costa do Marfim fará sua primeira participação na feira de negócios da CIIE, apresentando cacau, café, castanhas de caju e nozes-de-cola.

"Estamos muito felizes em participar pela primeira vez. Esta será uma boa oportunidade para mostrar a Costa do Marfim ao mundo", disse Rami Koné, funcionário da agência de exportação do país.

Einar Tangen, pesquisador sênior do Centro para Inovação em Governança Internacional, disse que as pequenas e médias empresas do Sul Global, particularmente as da África, estavam marginalizadas do comércio global. A China, segundo ele, proporcionou a elas oportunidades de compartilhar os benefícios de sua abertura e desenvolvimento. Fim

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