Destaque: Caracteres antigos e música de guqin dão vida à cultura chinesa em Nova York-Xinhua

Destaque: Caracteres antigos e música de guqin dão vida à cultura chinesa em Nova York

2026-10-08 09:37:52丨portuguese.xinhuanet.com

A artista e intérprete chinesa de guqin, Nie Hui, apresenta obras de arte inspiradas em inscrições em ossos oraculares durante uma atividade cultural em Nova York, Estados Unidos, em 27 de setembro de 2026. (Xinhua/Zhang Fengguo)

Por Vivien Liu

Nova York, 6 out (Xinhua) -- Um antigo pictograma evoluindo para um caractere chinês; a boca de uma criança formando os sons de uma palavra; um pincel deslizando pelo papel; e as notas seculares de um guqin preenchendo o ar...

Para estudantes e visitantes em Nova York, esses elementos se tornaram diferentes portas de entrada para a cultura chinesa, formas de conhecê-la não apenas por meio de livros, mas pela imagem, pelo som e pela experiência direta.

Uma série de atividades culturais, realizadas recentemente na Universidade Estadual de Nova York em Old Westbury e na Escola de Chinês de Long Island, incluiu exposições de poesia, caligrafia, pintura e escultura de selos chineses, apresentações de guqin e uma palestra sobre as origens e a evolução dos caracteres chineses.

No centro da programação estavam a artista e intérprete de guqin Nie Hui e seu marido, o pesquisador cultural Xie Feidong, que trabalham juntos há anos estudando e compartilhando a cultura e as artes tradicionais chinesas.

Em uma das sessões, as crianças foram convidadas a dizer a palavra chinesa para "rir" e a observar o que acontecia com seus rostos. Ao pronunciarem a palavra, os cantos de suas bocas se erguiam em um sorriso.

O exercício conectou a linguagem a algo que as crianças podiam ver e sentir imediatamente. Em seguida, a aula abordou as origens visuais da escrita chinesa.

Nie desenhou as formas pictográficas primitivas do sol e da lua, mostrando como os caracteres antigos se assemelhavam aos objetos que representavam.

"Os caracteres chineses eram originalmente pictográficos. Eram imagens", disse Xie.

Uma discussão sobre as inscrições em ossos oraculares ofereceu um novo vislumbre do desenvolvimento inicial da escrita chinesa e de como os povos antigos recorriam a imagens do mundo natural para expressar significados.

Para Christian D'Ambrosi, estudante americano que cursa mestrado em educação na SUNY Old Westbury, a apresentação despertou ainda mais um interesse pela China que havia surgido anos antes.

"Vim para aprender mais sobre a cultura chinesa, pois sempre amei a história da China", disse ele. "Espero ensinar história da China no futuro".

As atividades também exploraram conexões entre culturas, incluindo uma discussão que ligava a antiga lenda chinesa de Dayu, que controlou as grandes cheias, à história bíblica da Arca de Noé.

"A arte e a cultura não têm fronteiras", disse Xie.

Catherine Fan, estudante do penúltimo ano do ensino médio e voluntária na Escola de Chinês Long Island, onde toca guzheng, gostou especialmente de ouvir Nie tocar Liu Shui (Águas Correntes) no guqin.

Essa melodia antiga transcendeu as fronteiras da sala de aula. Uma gravação de Liu Shui foi incluída no Disco de Ouro a bordo das sondas Voyager da NASA, lançadas em 1977 com sons e músicas selecionados para representar a vida e a cultura na Terra.

Para Edmund Yan, um participante sino-americano, as pinturas chinesas foram particularmente marcantes.

"Acho impressionante o nível de detalhe e quanta personalidade elas podem transmitir", disse Yan. "Conseguir expressar a personalidade da obra de arte usando apenas preto e branco é algo muito bonito e impressionante".

Olivia Chen, estudante do sexto ano que frequenta a Escola de Chinês Long Island desde o segundo ano, disse que o programa ajudou a explicar o que está por trás dos caracteres que ela aprende em aula.

"Aqui, aprendemos a história das palavras e afins", disse ela. "Nas aulas de chinês, aprendemos a ler, escrever e memorizar palavras".

"Espero que as crianças de hoje consigam se lembrar de algum caractere que as tenha tocado", disse Xie.

Nie resumiu a abordagem deles em uma única frase: "Que a arte tenha a profundidade da cultura, e que a cultura tenha a beleza da arte".

Uma estudante tenta tocar guqin, um instrumento musical chinês tradicional de sete cordas, durante uma atividade cultural em Nova York, Estados Unidos, em 27 de setembro de 2026. (Xinhua/Zhang Fengguo)

O pesquisador cultural chinês, Xie Feidong, apresenta a pintura e a caligrafia chinesas a estudantes durante uma atividade cultural em Nova York, Estados Unidos, em 27 de setembro de 2026. (Xinhua/Zhang Fengguo)

A artista e intérprete chinesa Nie Hui apresenta o guqin, um instrumento musical chinês tradicional de sete cordas, durante uma atividade cultural em Nova York, Estados Unidos, em 27 de setembro de 2026. (Xinhua/Zhang Fengguo)

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