Beijing, 15 out (Xinhua) -- Uma equipe de investigação conjunta, composta por quatro departamentos do governo chinês, divulgou nesta quinta-feira os resultados de uma investigação sobre preocupações de segurança com a formamida em fraldas infantis. A conclusão foi de que não foi detectada formamida nos produtos testados.
A investigação conjunta foi conduzida pela Administração Estatal de Regulação de Mercado (AERM), em conjunto com o Ministério da Indústria e Informatização, a Comissão Nacional de Saúde e a Administração Nacional de Controle e Prevenção de Doenças, após recentes discussões públicas sobre o assunto.
Segundo um comunicado divulgado pela AERM, a equipe de investigação realizou verificações in loco em 168 fabricantes nacionais de fraldas infantis, incluindo fabricantes por contrato, abrangendo 368 lotes de amostras de produto acabado de fraldas de 180 marcas.
Os testes foram realizados por instituições de referência, como o Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças e a Academia Chinesa de Inspeção e Teste de Qualidade. O comunicado informou que não foi detectada a presença de formamida.
Todas as empresas inspecionadas atenderam aos requisitos de higiene exigidos para a fabricação de produtos de desinfecção, não foi constatada a adição ou a presença de formamida nos processos produtivos nem nas matérias-primas.
A investigação confirmou que várias entidades de teste, que estavam no centro das preocupações públicas ao alegarem ter detectado formamida em fraldas de bebê, apresentaram deficiências, incluindo critérios pouco claros para determinação qualitativa, ausência de testes com amostras em branco ou paralelas, procedimentos de teste e critérios de avaliação inadequados, além da exclusão de dados brutos. Tais deficiências impossibilitam sustentar a conclusão de que a substância foi detectada.
A equipe de investigação conjunta também solicitou a acadêmicos e especialistas para desenvolver um método para detectar formamida em amostras de sangue, por meio de verificações repetidas. Ao aplicar esse método em uma nova teste das amostras de sangue anteriormente examinadas por uma das entidades mencionadas, não foi detectada a presença de formamida.
Com base nos resultados da investigação e dos testes realizados, não foram identificados riscos à saúde relacionados à formamida em fraldas infantis, afirma o comunicado.
Testar formamida em fraldas de bebê é uma atividade rigorosa e profissional, e pesquisas sobre riscos à saúde relacionadas à formamida, em particular, devem ser conduzidas de forma prudente e objetiva, disse o comunicado.
O comunicado acrescenta que as autoridades competentes continuarão a fortalecer a supervisão de produtos infantis e acolherão a participação do público, visando criar, de forma conjunta, um ambiente de consumo seguro e confiável.

