Beijing, 20 out (Xinhua) -- A 16ª equipe de expedição chinesa ao Oceano Ártico informou na segunda-feira que seu quebra-gelo polar "Jidi" concluiu um teste de aplicação pré-operacional da internet via satélite de desenvolvimento nacional ao longo das rotas marítimas do Ártico.
A viagem marcou a primeira validação bem-sucedida do sistema de comunicação em rede através do Ártico, Antártida e Planalto Qinghai-Xizang, também conhecido como o "Terceiro Polo" da Terra, preenchendo a última lacuna de cobertura de comunicação no mundo, segundo a equipe de expedição.
Organizada pelo Ministério dos Recursos Naturais da China, a expedição partiu em 3 de julho. O Jidi, que significa "região polar" em chinês, é um dos quatro navios de pesquisa da expedição.
Segundo a equipe, durante uma videochamada que conectou o quebra-gelo no Ártico, a Estação Qinling na Antártica, a estação de testes do rio Lhasa na Região Autônoma de Xizang e um escritório do ministério localizado na cidade costeira oriental de Qingdao, a transmissão decorreu sem falhas, com áudio e imagem nítidos.
A conexão permite comunicação global de baixa latência e alta largura de banda através da internet via satélite chinesa, verificando sua estabilidade sob condições adversas, como temperaturas extremamente baixas, tempestades de areia severas e nevoeiro de gelo.
A viagem também marcou o primeiro uso de internet via satélite doméstica para suporte médico polar. A equipe da expedição ao Oceano Ártico disse que o Jidi realizou videoconsultas navio-terra em alta definição com hospitais e especialistas em Qingdao, possibilitando avaliações médicas oportunas para seus membros.
Outra conquista durante a viagem foi relativa a uma boia marinha de deriva, chamada Zhigan, que pela primeira vez permitiu que o equipamento de pesquisa chinês controlasse totalmente a coleta e a transmissão de dados. Como a velocidade e qualidade da transmissão atendiam aos requisitos práticos nos testes, ofereceu uma alternativa ao uso tradicional de satélites internacionais para transmissão de dados em tempo real para sensoriamento oceânico.
Zhang Meng, membro da expedição e testador no local, disse que o Jidi enviou e recebeu mais de 300 arquivos totalizando mais de 100 gigabytes de dados e apoiou mais de 40 consultas por vídeo durante a viagem.
"Os testes de comunicação ajudaram a atenuar a falta de acesso à informação, um desafio em expedições polares, e comprovaram o apoio às comunicações durante toda a viagem baseado na internet via satélite da China", disse Zhang.

