Beijing, 21 out (Xinhua) -- A China alcançou resultados significativos no enfrentamento das mudanças climáticas nos últimos anos, construindo gradualmente um caminho de desenvolvimento verde e de baixo carbono, disse nesta quarta-feira uma alta autoridade da área ambiental.
Li Gao, vice-ministro da Ecologia e Meio Ambiente, fez as declarações em uma coletiva de imprensa, na qual o Ministério da Ecologia e Meio Ambiente divulgou um relatório anual sobre as políticas e ações da China em relação às mudanças climáticas.
O relatório mostrou que, em 2025, as emissões de dióxido de carbono por unidade do Produto Interno Bruto da China caíram 17,7% em comparação com os níveis de 2020. As energias não fósseis representaram 21,7% do consumo total de energia. A capacidade instalada combinada de energia eólica e solar atingiu 1,84 bilhão de quilowatts. O volume do estoque florestal ficou em 20,99 bilhões de metros cúbicos.
Esse progresso é sustentado pelos esforços contínuos do país para acelerar a transformação verde e de baixo carbono.
A China construiu a maior e mais completa cadeia industrial de energia limpa do mundo, com as indústrias verdes e de baixo carbono se tornando um importante motor do crescimento econômico, disse Li.
Até o primeiro semestre de 2026, a capacidade instalada total de energia renovável do país atingiu 2,46 bilhões de quilowatts, representando 60,7% da capacidade total de geração de eletricidade do país. No final de julho, a capacidade instalada de energia solar ultrapassou a de energia a carvão pela primeira vez na história, tornando-se a maior fonte individual de geração de eletricidade da China.
Além disso, a capacidade instalada combinada das unidades de energia nuclear em operação e aprovadas da China subiu para o primeiro lugar no mundo. A produção e as vendas de veículos de nova energia ocuparam o primeiro lugar mundial por 11 anos consecutivos.
Li observou que o país estabeleceu o maior mercado de comércio de emissões de carbono do mundo, abrangendo cerca de 8,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, ou mais de 65% das emissões totais do país. O volume acumulado de comércio de cotas de emissão ultrapassou recentemente 1 bilhão de toneladas.

