Brasil reduz desmatamento em áreas protegidas da Amazônia ao menor nível histórico-Xinhua

Brasil reduz desmatamento em áreas protegidas da Amazônia ao menor nível histórico

2026-10-24 18:09:31丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 23 out (Xinhua) -- O desmatamento nas áreas protegidas da Amazônia brasileira caiu 17% em 2026 em relação ao ano anterior, atingindo o nível mais baixo desde o início dos registros em 2008. Também foi registrada uma redução no desmatamento nas unidades de conservação do Cerrado, informou hoje o governo brasileiro.

Os dados, divulgados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, baseiam-se no monitoramento por satélite realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Nas unidades de conservação da Amazônia Legal, foram desmatados 111 quilômetros quadrados em 2026, ante 134 quilômetros quadrados registrados em 2025. Em comparação com 2021, quando a área devastada atingiu um pico de 618 quilômetros quadrados, a redução foi de 82%.

Segundo o ICMBio, a tendência reflete o fortalecimento das ações de fiscalização e proteção ambiental em zonas sob maior pressão sobre as florestas, embora 3% do desmatamento ilegal ainda ocorra dentro de áreas protegidas.

As áreas que concentram a maior perda de vegetação incluem as Florestas Nacionais de Altamira e Jamanxim, no estado do Pará; a Área de Proteção Ambiental do Tapajós, no Amazonas; a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre; e o Parque Nacional do Juruena, situado entre o Mato Grosso e o Amazonas.

A Amazônia Legal conta com 150 unidades de conservação que abrangem 64 milhões de hectares e ocupam cerca de 60% do território brasileiro. "Nosso país tem, nessas unidades, um polo de proteção da vida", afirmou o presidente do ICMBio, Mauro Pires, que destacou que a redução do desmatamento também permite preservar os ativos econômicos e o patrimônio natural para as próximas gerações.

No Cerrado, a savana tropical que constitui o segundo maior bioma do Brasil, o desmatamento dentro das áreas protegidas federais recuou 8% em relação a 2025, chegando a 47 quilômetros quadrados.

A área afetada representa 0,9% do desmatamento total registrado no bioma durante o ano, que perdeu cerca de 5.500 quilômetros quadrados de vegetação, 23% a menos do que em 2025.

Os resultados ocorrem em um contexto de redução geral do desmatamento em ambos os biomas, considerados estratégicos para a biodiversidade, a regulação climática e a disponibilidade de água no Brasil.

A conservação desses ecossistemas também é fundamental para as comunidades indígenas e tradicionais que habitam a Amazônia Legal, bem como para as atividades agrícolas e o abastecimento hídrico que dependem do equilíbrio ambiental dessas regiões.

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