
Foto aérea tirada em 17 de maio de 2021 mostra uma visão geral da usina nuclear de Tianwan, na cidade de Lianyungang, na província de Jiangsu, no leste da China. (Xinhua)
Moscou, 22 out (Xinhua) -- O comércio entre a China e a Rússia superou a marca de 200 bilhões de dólares americanos por três anos consecutivos, com a China permanecendo como o maior parceiro comercial da Rússia há 16 anos, um sinal do dinamismo econômico que sustenta o fortalecimento dos laços entre os dois países.
Desde produtos agrícolas russos que chegam às mesas das famílias chinesas até automóveis fabricados na China que circulam pelas ruas da Rússia, a cooperação prática entre os dois países continua se fortalecendo, injetando vitalidade no crescimento das relações bilaterais.
COOPERAÇÃO DINÂMICA
Atualmente, a parceria estratégica abrangente de coordenação entre a China e a Rússia encontra-se no nível mais elevado de sua história, servindo de exemplo para as relações entre nações. O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, disse na quarta-feira que, apesar da crescente pressão externa, a cooperação econômica e comercial entre a Rússia e a China ganha um forte impulso: o comércio bilateral aumentou mais de 30 vezes ao longo de 25 anos.
A cooperação nas áreas de investimento, energia, cultura e assistência humanitária tem se desenvolvido de forma constante. Os laços inter-regionais estão sendo consistentemente fortalecidos e, mais importante ainda, os contatos entre os povos estão em expansão, acrescentou Mishustin.
Segundo o embaixador da China na Rússia, Zhang Hanhui, o comércio bilateral entre janeiro e agosto deste ano atingiu 185 bilhões de dólares, um aumento de 28,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, e espera-se que o volume total do ano alcance um novo recorde histórico.
"A participação de moedas locais nos pagamentos do comércio entre China e Rússia ultrapassou 99%. O volume de comércio eletrônico transfronteiriço superou 40 bilhões de dólares, e a economia de plataformas apresenta um potencial enorme. A cooperação no setor energético avança de forma constante. A Rússia continua sendo um dos principais fornecedores de petróleo bruto para a China, com um aumento expressivo no fornecimento de gás natural liquefeito. Os benefícios da política mútua de isenção de vistos continuam se manifestando; a Rússia tornou-se a segunda maior origem de turistas estrangeiros na China", disse Zhang.

Turistas russos se preparam para embarcar em um trem de alta velocidade com destino a Suifenhe, na estação ferroviária de Mudanjiang, província de Heilongjiang, no nordeste da China, em 15 de setembro de 2026. (Foto de Gao Fugui/Xinhua)
Além disso, os setores de manufatura de alta tecnologia tornaram-se destaques da cooperação bilateral, que também se expandiu para áreas como inteligência artificial, logística, finanças, energia, ciência e tecnologia, agricultura e saúde.
Aisen Nikolayev, líder da República de Sakha, na Rússia, declarou à Xinhua que a república desempenha um papel fundamental na implementação da estratégia russa de "Giro para o Oriente" e participa ativamente da cooperação regional entre a Rússia e a China.
A cooperação com províncias e municípios chineses abrange comércio, energia, logística, ciência e tecnologia, inovação, entre outras áreas. O comércio bilateral com a China registrou um crescimento de 52% nos primeiros cinco meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Dmitry Bakanov, dirigente da corporação estatal russa Roscosmos, disse que a agenda de cooperação entre os dois países engloba diversos temas, incluindo o trabalho conjunto na missão lunar e na missão a Marte.

Visitantes observam um protótipo da aeronave não tripulada chinesa Wing Loong II, em exibição no Salão Internacional de Aviação e Espaço MAKS-2019, em Zhukovsky, na Rússia, em 27 de agosto de 2019. (Xinhua/Bai Xueqi)
LAÇOS DE AMIZADE
Para além do fortalecimento dos laços econômicos, a China e a Rússia também estão aprofundando sua amizade por meio de intercâmbios culturais, visando promover uma maior compreensão mútua.
A China foi a convidada de honra na 39ª edição da Feira Internacional do Livro de Moscou, realizada em setembro. Sob o tema "Lendo a China", foram apresentados mais de 2.000 títulos e cerca de 5.000 livros. Durante a programação dedicada ao país convidado de honra, a parte chinesa promoveu mais de 40 eventos culturais, incluindo um fórum de intercâmbio entre as civilizações chinesa e russa, negociações de direitos autorais, lançamentos de livros e diálogos entre escritores e acadêmicos.
"Muitos russos começaram a ler romances chineses. Em particular, diversos romances on-line ganharam grande popularidade após serem traduzidos para o russo. Isso reflete diretamente o fortalecimento constante das relações entre a China e a Rússia", disse Xie Xiaocheng, diretor do Centro de Exposições Internacionais do Grupo Nacional de Importação e Exportação de Publicações da China.
"A literatura chinesa oferece, ao mesmo tempo, uma riqueza de emoções e aventuras", disse à agência Xinhua Maria Rudneva, editora-chefe da Freedom, um selo da Eksmo, uma das principais editoras da Rússia.
Na visão de editores e leitores, as obras chinesas oferecem mais do que apenas entretenimento; elas abrem uma janela para a cultura e a literatura clássica da China aos leitores russos, que têm demonstrado interesse por novas histórias chinesas.

Visitantes na área de exposição da China durante a Feira Internacional do Livro de Moscou, na Rússia, em 2 de setembro de 2023. (Foto de Alexander Zemlianichenko Jr./Xinhua)
Neste verão, Moscou sediou seu primeiro Festival de Wushu, atraindo mais de 30.000 espectadores e cerca de 830 atletas de diversas cidades russas.
"O wushu (arte marcial) é muito apreciado na Rússia. Estou confiante de que este festival contribuirá para popularizá-lo ainda mais, atraindo cada vez mais pessoas, jovens e idosos, para esta bela arte e esporte", disse Sergey Sanakoev, vice-presidente da Sociedade de Amizade Russo-Chinesa.
Os estreitos intercâmbios interpessoais também se refletem na educação. Atualmente, cursos de língua chinesa são oferecidos em 360 escolas em toda a Rússia, com mais de 100.000 estudantes.
Maria Zvereva, estudante da Universidade Estatal Russa de Humanidades, visitou muitos lugares na China. Em sua opinião, a China alcançou conquistas notáveis na medicina, robótica, fabricação de foguetes e outras áreas.
"Ao mesmo tempo em que preserva suas tradições e história, a China também fez grandes avanços no campo das tecnologias avançadas e emergentes", disse Zvereva.









