Rio de Janeiro, 27 out (Xinhua) -- A ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, receberá uma indenização mensal de 17.562,80 reais (US$ 3.282,77), além de 6,6 milhões de reais (US$ 1,23 milhão) em valores retroativos, pela perseguição política sofrida durante a ditadura militar.
A medida foi publicada nesta terça-feira pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania no Diário Oficial. A portaria, que cumpre uma determinação judicial, estabelece uma reparação econômica de caráter indenizatório, com pagamento mensal, permanente e continuado.
Em maio de 2025, a Comissão de Anistia havia reconhecido, por unanimidade, Dilma Rousseff como anistiada política e aprovou uma reparação econômica em pagamento único.
Em cumprimento à decisão da Justiça, o governo alterou a modalidade de reparação, que passou de um pagamento único para um pagamento mensal e continuado, além dos valores retroativos.
Dilma Rousseff foi detida em 1970, aos 22 anos, acusada de integrar organização de resistência armada. A ex-presidente permaneceu encarcerada por cerca de três anos e foi submetida a torturas físicas e psicológicas, incluindo choques elétricos e afogamento, entre outras.
Após sair da prisão, mudou-se para o Rio Grande do Sul e começou a trabalhar na Fundação de Economia e Estatística, em 1975. O pedido de anistia política foi apresentado em 2002. O trâmite ficou suspenso a pedido da própria Dilma durante sua passagem pelo governo federal e pela Presidência da República, cargo que ocupou entre 2011 e 2016.
Atualmente, a ex-presidente está à frente do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como o Banco do BRICS, com sede em Shanghai, na China.

