
Floice Mukabana, diretora-executiva da Agência de Promoção de Exportações e Marcas do Quênia, fala durante uma entrevista à Xinhua em Nairóbi, no Quênia, em 30 de outubro de 2026. (Xinhua/Liu Jiaqi)
Nairóbi, 2 nov (Xinhua) -- O Quênia aproveitará sua participação na 9ª edição da Exposição Internacional de Importação da China (CIIE, na sigla em inglês), que será realizada em Shanghai, de 5 a 10 de novembro, para impulsionar as exportações de seus principais produtos agrícolas para o mercado chinês, disse uma autoridade queniana de alto escalão.
Floice Mukabana, diretora-executiva da Agência de Promoção de Exportações e Marcas do Quênia, disse que a próxima edição da CIIE oferece uma plataforma estratégica para que empresas quenianas, incluindo start-ups, apresentem produtos de alto valor, rastreáveis e certificados no vasto mercado chinês, ao mesmo tempo que estabelecem relações de longo prazo com compradores, importadores e distribuidores.
"O Quênia está entusiasmado com a participação na CIIE, que é uma plataforma fundamental para obter acesso ao mercado chinês", disse Mukabana em uma entrevista recente à Xinhua.
Ela destacou que a CIIE reunirá, em um só lugar, importadores, distribuidores, operadores de comércio eletrônico e órgãos reguladores chineses, permitindo que empresas quenianas de todos os portes compreendam melhor os requisitos de acesso ao mercado na China.
Segundo Mukabana, durante a CIIE, os exportadores quenianos também terão a oportunidade de dialogar com autoridades reguladoras chinesas sobre questões fitossanitárias, além de realizar discussões produtivas com distribuidores para facilitar a entrada, sem entraves, de produtos quenianos certificados e com valor agregado no mercado chinês.
"A CIIE desempenha um papel muito importante para os exportadores quenianos, especialmente para as pequenas e médias empresas", disse Mukabana.
"Para nós, a China continua sendo um parceiro comercial de grande importância, proporcionando-nos acesso ao mercado e auxiliando-nos na preparação para o comércio. Os exportadores quenianos estão muito interessados em interagir com o mercado chinês e aproveitar ao máximo as oportunidades que ele oferece", acrescentou ela.
O Quênia está entre os 53 países africanos que já colhem os primeiros frutos da política de tarifa zero da China, em vigor desde 1º de maio, disse Mukabana, destacando o aumento no volume das exportações de chá, café, macadâmia e abacate para o mercado chinês.
Os exportadores locais podem obter maiores benefícios dos acordos comerciais preferenciais com a China, desde que cumpram as regulamentações alfandegárias e sanitárias, adotem práticas sustentáveis e se reúnam pessoalmente com compradores chineses para estabelecer relações comerciais de longo prazo, ressaltou Mukabana.
"Consideramos a política de tarifa zero um passo importante para ingressar no mercado chinês. A preferência tarifária ajuda a abrir as portas, e a CIIE funciona como uma ponte entre esse acesso facilitado pela política e as vendas efetivas para a China", disse Mukabana.
Ela disse que o Quênia apresentará produtos agrícolas de alto valor, como chá, café, nozes e flores de corte, na CIIE. Espera-se também que os exportadores locais conheçam melhor as exigências regulatórias necessárias para acessar o mercado chinês.
"Promoveremos sessões de degustação de chá e café. Uma das principais atrações do nosso pavilhão será um painel decorado com flores quenianas, permitindo que os visitantes chineses conheçam e apreciem a qualidade das flores provenientes do Quênia", disse Mukabana.
Ela acrescentou que o governo está incentivando empresas locais dos setores de artesanato, vestuário e calçados a exporem seus produtos no mercado chinês durante a feira.
A próxima edição da CIIE será fundamental para aprofundar ainda mais as relações comerciais entre o Quênia e a China, além de facilitar a transferência de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial (IA), fundamentais para tornar as cadeias de suprimentos mais eficientes, disse Mukabana.

