
Sanya, 8 nov (Xinhua) -- Um relatório divulgado no sábado em Sanya, na Província de Hainan, no sul da China, destacou os esforços do país para ajudar a manter a paz e a estabilidade no Mar do Sul da China.
O relatório, intitulado "Relatório de Segurança Marítima Global 2025-2026", reúne contribuições de nove especialistas marítimos com think tanks de países como China, Estados Unidos, Bélgica, Austrália e Malásia.
Tomando o Mar do Sul da China como ponto de partida, o relatório explora como os desenvolvimentos na região influenciam a segurança marítima global e moldam a governança dos oceanos.
A China e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) promoveram as consultas sobre o Código de Conduta no Mar do Sul da China, escreveu Wu Shicun, presidente do Centro Huayang para Cooperação Marítima e Governança Oceânica (Centro Huayang), no prefácio, destacando as ações da China para promover a cooperação prática na região.
Wu afirmou que esses esforços injetaram um impulso construtivo na gestão das diferenças marítimas e ajudaram a manter a paz e a estabilidade no Mar do Sul da China.
Elaborado pelo Centro Huayang, o relatório foi divulgado no 7º Simpósio sobre Cooperação Marítima e Governança Oceânica Globais, realizado em Sanya. É o primeiro relatório desse tipo lançado desde que o simpósio foi criado em 2020.
O Mar do Sul da China permaneceu de forma geral estável e gerenciável, com diálogos e cooperação regionais continuando a avançar, mesmo com conflitos e distúrbios marítimos persistindo e riscos de segurança marítima continuando a aumentar, segundo Wu.
Yang Li, diretor executivo do Instituto de Estudos China-Europa, observou que a China reforça suas reivindicações por meio de medidas legais e administrativas, incluindo o estabelecimento de linhas de base e reservas naturais, mantendo sua posição de rejeitar a chamada Sentença Arbitral do Mar do Sul da China.
Na visão dele, a política da China para o Mar do Sul da China é direcionada a defender a soberania nacional enquanto mantém a vizinhança estável e propícia à integração econômica regional.
Wu indicou no relatório que a segurança marítima no Mar do Sul da China enfrenta múltiplos desafios, incluindo o crescente envolvimento de potências extra-regionais, o aumento das ações unilaterais de alguns reclamantes e contínuas repercussões da chamada Sentença Arbitral do Mar do Sul da China.
Além do Mar do Sul da China, o relatório também analisa os desafios cada vez mais complexos de segurança marítima enfrentados pelo Oceano Índico.
Wu destacou que a competição contemporânea de segurança marítima vai muito além do confronto naval tradicional. Atualmente, envolve uma gama mais ampla de instrumentos, incluindo aplicação da lei da guarda costeira, bases e reservas naturais, patrulhas conjuntas e fortalecimento de capacidades.
Essas medidas estão sendo usadas pelos países envolvidos para salvaguardar seus direitos e interesses marítimos e moldar a ordem regional, acrescentou.
Wu pediu aos países relacionados que lidem efetivamente com as diferenças e incidentes marítimos, mantenham o diálogo aberto e busquem cooperação prática a despeito de seus desentendimentos.
O simpósio, que acontece de sexta-feira até domingo, atraiu cerca de 400 representantes de mais de 30 países e regiões. Foi organizado conjuntamente por instituições incluindo o Instituto Nacional de Estudos do Mar do Sul da China e o Centro Huayang.

