
O presidente da Conferência de Segurança de Munique, Wolfgang Ischinger, participa do evento de lançamento do Relatório de Segurança de Munique 2026 em Berlim, Alemanha, em 9 de fevereiro de 2026. (Xinhua/Li Chao)
O Relatório de Segurança de Munique 2026 alerta que o mundo entrou em uma era de "política de demolição", marcada por forças que priorizam a desestabilização radical em detrimento da reforma e que pressionam a ordem internacional pós-1945, especialmente em meio à mudança do papel dos EUA.
Berlim, 9 fev (Xinhua) -- O mundo entrou em um período de "política de demolição", onde a destruição generalizada se tornou a ordem do dia, de acordo com o Relatório de Segurança de Munique 2026, divulgado nesta segunda-feira.
O relatório, intitulado "Sob Destruição", visa definir o tom para a próxima Conferência de Segurança de Munique (MSC, na sigla em inglês). O evento anual deverá reunir, ainda esta semana, cerca de 50 chefes de Estado e de governo, além de centenas de tomadores de decisão e formadores de opinião.
A atual administração dos EUA é vista como o ator mais proeminente a prometer se libertar das restrições da ordem vigente, o que colocou a ordem internacional pós-1945, liderada pelos EUA, em processo de destruição, segundo o relatório.
No prefácio do relatório, o presidente da MSC, Wolfgang Ischinger, observou que a atenção que a conferência está atraindo este ano não é só um reflexo dos muitos conflitos e crises que dominam a agenda global, mas também resultado da mudança no papel dos EUA no sistema internacional.

Organizadores da Conferência de Segurança de Munique exibem o Relatório de Segurança de Munique 2026 em Berlim, Alemanha, em 9 de fevereiro de 2026. (Xinhua/Li Chao)
O relatório observa que forças políticas que priorizam a destruição em vez da reforma estão ganhando força em muitas sociedades ocidentais, impulsionadas pelo desencanto com o desempenho das instituições democráticas e pela perda de confiança em correções políticas de rumo.
No entanto, o relatório alerta que ainda não está claro se essa destruição realmente abrirá caminho para políticas que aumentem a segurança, a prosperidade e a liberdade. Em vez disso, o mundo pode presenciar uma mudança em direção a acordos transacionais em vez de cooperação baseada em princípios, interesses privados em detrimento do bem público e hegemonias regionais em detrimento de normas universais.








